A ansiedade é considerada a maior doença do século. É vista por alguns estudiosos como a mãe das neuroses. Talvez seja a doença mais democrática da nossa geração. Ela atinge crianças, jovens e velhos; ela está presente na vida de doutores e analfabetos; ela enfia suas garras em religiosos e ateus. A palavra ansiedade na língua grega significa “estrangulamento”. É apertar o pescoço, tirar o oxigênio, sufocar. Há muitas pessoas asfixiadas pela ansiedade. Vivem atormentadas, sem paz, sem descanso na alma. Vamos examinar três aspectos importantes sobre a ansiedade:

1. O diagnóstico da ansiedade (Mt 6.25-34) – Jesus falou sobre os malefícios da ansiedade no Sermão do Monte. Destacamos três pontos abordados por Jesus: 1) A ansiedade é inútil, uma vez que não podemos acrescentar sequer um côvado à nossa existência. O fato de ficarmos ansiosos não ajuda em nada na solução de um problema. A ansiedade drena as nossas forças, rouba a nossa vitalidade e tira os nossos olhos daquele que está no controle da situação. 2) A ansiedade é prejudicial, uma vez que se ocupar de um problema antes dele chegar é sofrer desnecessariamente ou sofrer duplamente. Está provado que 70% dos assuntos que nos deixam ansiosos nunca chegam a acontecer. Jesus disse que deveríamos observar as aves dos céus. Mesmo não semeando nem colhendo, Deus as alimenta. Também nos ensinou a observar os lírios do campo, pois nem Salomão em toda a sua glória se vestiu de forma tão garbosa como eles. Nós valemos mais do que os pássaros e as plantas. E se Deus cuida dos pássaros e das plantas, certamente cuidará de nós. 3) A ansiedade é sinal de incredulidade, uma vez que os gentios que não conhecem a Deus é que se preocupam com o que devem comer, beber e vestir; mas nós, filhos de Deus, devemos buscar em primeiro lugar o seu Reino e a sua justiça, sabendo que as demais coisas nos serão acrescentadas. Ficamos ansiosos porque deixamos de crer que Deus é poderoso para cuidar da nossa vida. Ficamos ansiosos porque queremos ficar no controle da situação em vez de depositarmos aos pés do Senhor as nossas causas. A ansiedade é falta de fé no Deus da providência.

2. O remédio para a ansiedade (Fp 4.6-9) – O apóstolo Paulo diz que não devemos andar ansiosos por coisa alguma. Em seguida, ele dá o remédio para a cura da ansiedade: 1) Orar corretamente (Fp 4.6) – Ficamos ansiosos porque não paramos suficientemente para meditar na grandeza do Deus que temos nem nos dispomos a colocar em suas mãos nossos medos e necessidades por meio da oração, súplica e ações de graça. 2) Pensar corretamente (Fp 4.8) – A ansiedade é fruto de um pensamento errado. Por isso, devemos disciplinar nossa mente para pensar naquilo que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável e de boa fama. Quando nossa mente é regida pelos princípios da Palavra de Deus não há espaço para a ansiedade. Porém, quando tiramos os olhos de Deus e os colamos nos problemas somos assaltados pelo medo e pela dúvida. 3) Agir corretamente (Fp 4.9) – Paulo diz: “O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso praticai; e o Deus da paz será convosco”. Não basta orar e pensar corretamente, é preciso também agir corretamente!

3. A cura para a ansiedade (Fp 4.7) – Quando oramos, pensamos e agimos corretamente, então, brota a cura para a ansiedade: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Quando a paz de Deus chega, a ansiedade precisa ir embora. A palavra guardará na língua grega significa “montar guarda ou sentinela”. A paz de Deus torna-se uma muralha protetora ao redor do nosso coração e da nossa mente, de tal forma que ansiedade não pode mais entrar. Essa paz de Deus não é ausência de problemas, por isso ela excede todo o entendimento. Ela está presente mesmo nas turbulências da vida. Ela nos dá serenidade não porque o problema inexiste, mas porque sabem que Deus está no controle da situação. A paz de Deus monta sentinela ao redor do nosso coração e da nossa mente e protege nossos sentimentos e nossos pensamentos, tirando os nossos olhos do fragor da tempestade para aquele que caminha sobre as tempestades, para acalmá-las e nos conduzir a salvo ao nosso porto seguro.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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