A graça da contribuição

Referência: II CORÍNTIOS 8.1-15

– S. Lewis Jonhson disse que “os filósofos são pessoas que falam sobre coisas que eles mesmos não entendem, e nos fazem pensar que a culpa é nossa.”
– Existem inúmeras filosofias por aí e a maioria nos deixa mais confusos do que esclarecidos. A maioria delas sempre termina focalizando o indivíduo. Exemplo:
a) Os gregos diziam: Seja sábio, conheça-se a si mesmo.
b) Os romanos diziam: Seja forte, discipline-se
c) Os epicureus diziam: Dê vazão aos sentidos, aproveite a vida.
d) Os educadores dizem: Seja versátil, expanda a sua mente.
e) Os psicólogos dizem: Seja confiante, afirme-se.
f) O materialismo diz: Satisfaça-se, agrade a si mesmo.
g) Os humanistas dizem: Seja capaz, acredite em si mesmo.

– Você! Você mesmo! A si mesmo! Estamos atolados no ego até o pescoço. Faça alguma coisa para si mesmo ou com você mesmo. É antropocentrismo. É humanismo. É ego megalomaníaco. É vida emborcada, atrofiada em si mesma.
– Como foram diferentes a mensagem de Jesus e o exemplo que Ele deixou. Ele não disse para nos voltarmos para nós mesmos. Ele faz um apelo à geração do “EU PRIMEIRO.” Jesus diz: “Seja servo; dê de si mesmo aos outros.” Jesus se fez servo sendo Senhor. Sendo rei serviu. Amando-nos deu sua vida. Querendo dar-nos vida eterna, por nós morreu!
– O apóstolo Paulo disse: “Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também o que é dos outros.” – “Compartilhai as necessidades dos santos; praticai a hospitalidade.”

I. A GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO

– No texto de II Co 8.1-15 Paulo 6 vezes usa a palavra GRAÇA em relação ao ato de contribuir. GRAÇA = “é favor divino contrário ao merecimento humano.”
– Paulo ensina reiteradamente que a contribuição é um favor que Deus nos faz, e não um favor que nós lhe fazemos.
– À igreja de Corinto, aparelhada espiritualmente, faltava uma graça desejável. 8.7 “em tudo manifestais superabundância tanto na fé e na palavra, como no saber e em todo cuidado, TAMBÉM ABUNDEIS NESTA GRAÇA.”
– Depois da primeira carta, a igreja melhorou. Passou a ser uma igreja :
a) Ortodoxa – abundava em fé
b) Evangelística – abundava em palavras
c) Estudiosa – abundava em ciência
d) Bem organizada – abundava em cuidado
– Há uma deficiência ainda nessa igreja: Ela não estava absorvendo uma graça. QUE GRAÇA? 8.1 = “também, irmãos, vos fazemos conhecer a GRAÇA DE DEUS concedida às igrejas da Macedônia.”
– Mas qual graça? 8.4 define: “pedindo-nos com muitos rogos, a graça de participarem da assistência aos santos.” Veja versos 2,3 = a graça da generosidade.
– Tito foi enviado a Corinto para “o que nos levou a recomendar a Tito que, como começou, assim também, complete esta graça entre vós.”
– Às vezes encontramos crentes cheios de fé, hábeis na Palavra, cultos, diligentes. Mas na contribuição são nulos. A contribuição não é imposta, mas é prova da sinceridade do crente – 8.8 “…”
– Crentes que praticam a contribuição sem querer – 8.10 “…” = Quem vem primeiro? A prática ou o querer? É claro que o querer. Mas Paulo colocou aqui a prática primeiro, depois o querer. Há crente que contribui sem querer, só para ver o seu nome na lista.

II. A GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO É ESPONTÂNEA

– “Não vos falo na forma de mandamento.” V. 8. Há religiões que fazem campanhas com preços estipulados, com sacramentos cobrados. São clubes de serviço. “De graça recebestes, de graça daí”.
– No v. 8 diz: “Não digo como quem manda.” = Logo adiante, no v. 10 acrescenta: “Dou o meu parecer.” Qual era o parecer de Paulo? Desde o ano anterior que haviam começado a prática e o querer e deveriam continuar a graça da contribuição – v. 11.
– O modelo que se apresenta a Corinto foi o da igreja da Macedônia. Diz o apóstolo: “…mas deram-se a si mesmos primeiro ao Senhor, depois a nós.” 8.5. Antes da contribuição, o novo nascimento. Só um coração que tem Jesus como Senhor, só a alma que se rendeu totalmente. Só aquele que sabe que tudo é de Deus pode experimentar a graça da contribuição.
– Cristo foi o exemplo maior desta generosidade: “pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico se fez pobre por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos.” 8.9.
– Graça por graça. Damos dinheiro? Cristo deu a sua vida! Damos bens materiais? Ele nos deu a vida eterna!
– Ler 8.3,4 “…se mostraram voluntários…” Um pouco mais adiante 9.7 Paulo aconselha esse espírito de voluntariedade em nossa contribuição: “cada um contribua segundo tiver proposto no coração.”

III. A GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO É PROPORCIONAL

– Paulo declara-nos nos v. 13-15 “…” e em I Co 16.2 “…”
– Propõe-se um privilégio, não um peso. Duas vezes se diz: “para que haja igualdade.” Igualdade de bênçãos; igualdade de responsabilidades. Não seria justo que só a Macedônia suportasse a despesa, como não seria conveniente que só ela gozasse do ensejo de contribuir.
– Eles deveriam contribuir segundo suas posses v. 11c. A proporção é a prova da sinceridade. Não dá com alegria quem não dá proporcionalmente. Uma condição decorre da outra. Deus é o juiz.
– O capítulo 9 é continuação do tema. 9.1-5 “Assim como Paulo se gloriava dos macedônios perante os corintios, gloriava-se dos corintios perante os macedônios.”
– 9.1,2 “…” = que a oferta esteja pronta como “expressão de generosidade e não de avareza.” (v. 5).
– Paulo ilustra agora com a comparação do semeador – v. 6 “…” = o semeador é Deus. Atira a semente dos bens em nossas mãos, para de nós poder colher proporcionalmente – Veja v. 8-11 “…”.
– Por que é que Deus faz essa sementeira? = “toda boa obra”; “toda generosidade”; “dar aos pobres”; “enriquecer em tudo”; “atender as necessidades dos santos”; “liberalidade para com todos”; “graças e glorificações a Deus”; “submissão ao Evangelho de Cristo” eis aí enumerados os propósitos pelos quais DEUS FAZ ABUNDAR EM VÓS TODAS AS GRAÇAS…
– Se não usarmos bem o que Deus nos dá, Ele pode encolher o braço (Ag 1.6,9-11) “…” – Esse é o lado negativo. Eis o lado positivo: Ml 3.10-12.
– Na parábola dos talentos Jesus mostra que Deus conta com nossa CONTRIBUIÇÃO PROPORCIONAL “Foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei.”

IV. A GRAÇA DA CONTRIBUIÇÃO É METÓDICA

– II Co 9.1-5
– I Co 16.1-4 = No primeiro dia da semana (PERIODICAMENTE), cada um de vós (PESSOALMENTE), ponha de parte (PREVIDENTEMENTE), conforme a sua prosperidade (EQUITATIVAMENTE), e vá juntando (FIELMENTE), para que se não façam coletas quando eu for (SEPARADAMENTE).
– Não basta ter apenas boa intenção de contribuir. O caixa do supermercado não quitará seus compromissos só por você dizer: “Pretendia trazer o pagamento, mas tive que gastar o dinheiro em coisa mais urgente.” = seria a igreja a única a poder realizar esse malabarismo econômico?
– Não é dar a sobra, o que resta. Devemos oferecer as primícias. Não um dia e passar um ano sem dar nada.

CONCLUSÃO

– A semeadura e a colheita: Não devemos fazer barganha com Deus. Mas quem dá recebe (II Cor 9.6).
– Lc 6.38 “…”
– Qual é o exemplo maior? II Co 8.9 “…”
– Oswald Smith quando começou seu ministério na igreja do Povo em Toronto, no Canadá pegou a igreja endividada. Começou a pregar sobre contribuição missionária. Hoje essa igreja participa do ministério de centenas de missionários em todo o mundo. Quem muito semeia muito colhe. Essa é a lei no Reino de Deus. Colhemos exatamente a mesma qualidade de semente que semeamos. Amém.

Rev. Hernandes Dias Lopes.

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