A receita da vitória

INTRODUÇÃO

1. A vida é um cenário de grandes perigos. Viver é lutar. O poeta disse que a vida é luta reihida que os fracos abate e os fortes só sabe exaltar.

2. Você que entrou hoje aqui está enfrentando lutas. Algumas delas são maiores que suas forças. Você já não sabe mais o que fazer. As circunstâncias são desesperadoras. A lógica está contra você. As pessoas não acreditam numa vitória.

3. O texto que lemos nos fala que Josafá está enfrentando um problema superior às suas forças. Ele está encurralado por uma confederação de inimigos. Era uma conspiração. O ameaça era real, iminente e mortal. O ataque era certeiro. A derrota inevitável. Uma causa perdida. Não havia nenhum sinal de esperança.

4. Qual é a receita da vitória? Como reverter uma situação tão desesperadora?

I. A ORAÇÃO – V. 3-12

• Oramos com mais frequência e mais fervor quando estamos passando por tribulações. As provas não vêm para nos destruir, mas nos fazer dobrar os joelhos.

1. Quando devemos orar?

a) Quando o inimigo nos ataca (v. 2-4) – Josafá convocou a nação para orar na hora do perigo, do cerco, da ameaça. Estamos sendo atacados também. Há uma orquestração do mal atingindo nossas famílias, a igreja. Forças extra-terrena têm agido. O mundo está invandindo as famílias. Há um cerco perigoso. Precisamos orar. Precisamos clamar ao Senhor. Exemplo: Quando a Inglaterra caiu de joelhos e a ameaça da segunda guerra passou.

b) Quando estamos com medo (v. 3) – Josafé teve medo e buscou o Senhor. O medo não o afastou de Deus, mas o levou para Deus. Quando os nossos recursos acabam precisamos buscar aquele que está no Trono.

c) Quando não sabemos o que fazer (v. 12) – Josafá fez uma confissão sincera: 1) Sentimento de fraqueza – “Em nós não há força”; 2) Sentimento de incapacidade gerencial – “Não sabemos o que fazer”; 3) Sentimento de confiança em Deus – “Porém, os nossos olhos estão postos em ti”.

2. Como orar

a) Devemos orar com jejuns (v. 3) – Quem jejua tem pressa. Quem jejua está dizendo que tem algo mais urgente e mais apetitoso que o alimento. Quem jejua tem fome de Deus. Quem jejua prova que precisa desesperadamente de socorro, de poder. Precisamos jejuar pela nossa vida, família, igreja, nação.

b) Devemos orar em conjunto (v. 4) – A nação toda se ajuntou. O rei não ora sozinho. Ele convocou o povo. As pessoas vinham de outras cidades para buscar a face de Deus. Precisamos nos reunir para buscar a Deus. Reunimo-nos para muitas coisas, mas oramos pouco.

c) Devemos orar agarrados nas promessas de Deus (v. 5-11) – Josafá orou com base na soberania de Deus (v. 6) e nas fiéis promessas de Deus (v. 7-11). Deus tem zelo pela sua Palavra em a cumprir.

II. A PALAVRA DE DEUS – V. 13-17,20

1. O povo de Deus precisa se reunir para ouvir a Palavra de Deus – v. 13-15

• Quando a igreja está reunida e unida, ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre. O nosso Deus é o Deus que fala. E ele fala através da sua Palavra. Homens, mulheres e crianças estão em pé diante do Senhor. Eles estavam atentos, abertos, sedentos e Deus falou com eles.
• A Palavra de Deus é a espada do Espírito. Por ela cremos. Por ela vivemos. Por ela nos sustentados. Ela é alimento. Ela é riqueza. Ela é a espada do Espírito.
• Deus fala, mas precisamos dar ouvidos à Palavra de Deus. Tememos, porque duvidamos. O medo é produto da incredulidade.
• Quando andamos pela Palavra, não ficamos contando os inimigos. Não olhamos para as circunstâncias, mas para o Senhor.

2. O povo de Deus precisa compreender pela Palavra que se Deus está do nosso lado, somos mais que vencedores – v. 17

• A nossa peleja é a peleja de Deus. Quem toca em você toca na menina dos olhos de Deus. Ele tem zelo da sua vida. “SE Deus é por nós, quem será contra nós?”.
• Deus é a nossa bandeira. Ele toma a nossa causa em suas mãos. Dele vem a vitória. Não precisamos temer.

3. O povo de Deus precisa compreender que a nossa vitória vem do Senhor e não do nosso esforço – v. 17

• A vitória vem do Senhor. Ele é vencedor invicto em todas as batalhas. Precisamos confiar e descansar.
a) Deus tratou do sentimento deles, curando-os do medo (v. 15b) – “Não temereis, nem vos assusteis por causa dessa grande multidão… pois a peleja não é vossa, mas de Deus”.
b) Deus tomou a causa deles em suas mãos (v.15c,17) – “A peleja não é vossa, mas de Deus… Vede o salvamento que o Senhor vos dará”.
c) Deus prometeu estar com eles (v. 17c) – “Porque o Senhor é convosco”.

4. O povo de Deus precisa compreender que a nossa segurança não está em nossa força, mas no Senhor – v. 20

• Estamos seguros quando cremos. Estamos seguros quando confiamos na Palavra. Somos prósperos quando tomamos posse da Palavra.
• A vitória está em buscarmos a Deus e ouvirmos e obedecermos sua Palavra.

III. O LOUVOR – V. 18-30

1. O louvor é arma de guerra – v. 18-21

• Josafá não enfrenta o inimigo com um exército, mas com um coral. O louvor foi a arma que Dseus pôs nas mãos do povo para vencer aquela guerra. O louvor foi a arma que desbaratou o inimigo. O louvor é arma de guerra.
• O povo não tinha de pelejar. Tinha de louvar. Deus guerreia as nossas guerras, quando nos prostramos para adorar e nos levantamos para louvar.
• Em vez de soldados, cantores. Em vez de exército, um coral.

2. O louvor nos põe acima das circunstâncias adversas – v. 20-21

• O louvor é um ato de fé. É confiança inabalável no Deus que age.
• O louvor não é apenas para a hora da alegria. Ele não é consequência da vitória, mas a causa da vitória.
• Talvez até aqui você tem se queixado, chorado e murmurado pelos seus problemas, casamento, família, saúde, finanças, emprego, escola. Comece a louvar a Deus. Louve a Deus pelas provações. Louve Deus pela sua família, pelo seu cônjuge, filhos, emprego. A Bíblia nos ensina: “Em tudo dai graças”. É sempre primavera no coração daquele que louva.
• Ilustração: Dia 02 de dezembro de 1982. O nevoeiro em São Paulo. O avião decolou e cinco minutos depois o sol estava brilhando lá em cima.
• O louvor arranca o noveiro do caminho. O louvor tira os nossos olhos da crise, das circunstâncias e os coloca no Senhor.
• Ilustração: Jó diz: “O Senhor Deus deu, o Senhor tomou, bendito seja o nome do Senhor”.

3. O louvor muda as circunstâncias humanamente impossíveis – v. 22

a) O louvor aciona a mão do Deus todo-poderoso – No verso 22 fala: 1) Que o louvor aciona a mão do Deus onipotente. Foi Deus quem pôs emboscada contra o inimigo; 2) O louvor trás vitória ao acampamento de Deus e confusão e derrota ao acampamento do inimigo (v. 22-23).
b) O louvor confunde o inimigo – O louvor produziu terror no acampamento do inimigo e paz no arraial do povo de Deus (v. 29-30).
c) O louvor muda o cenário da vida – O louvor transformou o vale da ameaça em vale de bênção (v. 26). Ilustração: Paulo e Silas na prisão cantam. A prisão se abre, as cadeias se rompem e a igreja nasce.

4. O louvor é causa da vitória e não apenas resultado da vitória – v. 22

• O louvor não é apenas para a hora de alegria, ele não é consequência da vitória, ele é a causa da vitória.
• Não espere brotar no céu o arco-iris para louvar a Deus, louve-o na tempestade. Não espere o vendaval da sua família se acalmar para você louvar a Deus, louve-o e Deus o converterá em bonança. Não espere sair do vale para louvar a Deus, louve-o no vale e pelo vale e Deus o converterá em um manancial. Não espere os muros de Jericó cair para você tocar as trombetas do louvor, toque-as para as muralhas caírem.
• O nosso Deus inspira canções de louvor nas noites escuras: “Se paz a mais doce, me deres gozar” Spaford.
• O louvor nos eleva para mais perto de Deus. Ele nos deixa em sintonia com o céu. Ele nos mostra que Deus está no trono. Ele tira o temor do nosso coração e coloca os nossos olhos em Deus.
• O louvor é o caminho da vitória. A oração é a batalha, o louvor é o brado de triunfo. A vitória não é resultado da luta, mas do louvor. O louvor tira os olhos da nossa fraqueza e os coloca na onipotência de Deus. “Ficai quietos e vede o livramento do Senhor.”

5. O louvor trás a vitória de forma rápida – v. 22

• “Tendo eles começado a cantar e a dar louvores, pôs o Senhor emboscada e foram desbaratados” (v. 22).
• Nada move tão depressa a mão de Deus como o louvor. Quando começamos a louvar, os exércitos de Deus começam a agir e a guerrear por nós. Deus habita no meio dos louvores.
• Portanto, não louve a Deus apenas depois que o inimigo fugiu, mas louve para fazê-lo fugir. Não convide os cantores para louvar só depois da retirada dos amonitas, mas louve para afugentá-los.

CONCLUSÃO

• Porque o povo louvou: 1) Deus pôs emboscada contra o inimigo; 2) Deus transformou o vale da ameaça em vale da bênção, o lugar do perigo, em lugar de celebração, o lugar do choro em lugar de música; 3) Deus transformou a guerra em paz; 4) Deus transformou o medo em alegria; 5) Deus transformou o perigo da espoliação em despojo e riqueza.

• O povo louvou a Deus antes da batalha (v. 21). O povo louvou a Deus durante a batalha, enquanto Deus desbaratava o inimigo (v. 22). O povo louvou a Deus depois da vitória na batalha (v. 28).

• Retire sua harpa dos salgueiros. Comece a louvar Deus. E prepare-se para retumbantes vitórias do Senhor!

Rev. Hernandes Dias Lopes

1 Comentário

  • Claudio Camargo Posted 19 de novembro de 2017 23:11

    Como não louvar a Deus depois dessa exposição da Palavra de Deus? Deus é Maravilhoso! pastor o sr. é uma grande bênção nas nossas vidas, numa época onde está cada vez mais difícil encontrar conteúdos tão verdadeiros e que nos leva até a presença de Deus e nos faz sentir o sabor da essência da presença de Deus. Que o Senhor continue sustentando seu ministério e que você seja sempre usado por Deus na simplicidade dos sermões profundos, que nos ajuda a crescer em graça e conhecimento da Palavra de Deus.

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