A singularidade da música na igreja

A música é uma arte sublime presente tanto no céu como na terra, usada tanto por anjos como por homens. Frans Liszt, pianista e compositor húngaro, disse que a música é a linguagem universal, porque todos os sentidos humanos são expressos por ela e feitos bem claros a todos os homens. Ela toca as emoções, estimula a razão, alivia as tensões da alma e produz bem estar físico. A música enleva o espírito e nos motiva a derramar o coração em fervente adoração ao criador. Bethoven, o mestre de Bonn, disse que a música faz jorrar fogo do espírito do homem. Ela começa onde as palavras terminam.

Davi, o grande compositor de Israel, no Salmo 40:3, disse que a origem da música é divina. Ela vem de Deus. É o próprio Deus quem coloca em nossos lábios a música que o agrada. Em segundo lugar, Davi disse que a música tem uma natureza bem delineada: é um novo cântico. Essa música não envelhece, não se torna arcaica, é sempre nova. Quanto mais a cantamos, mais somos arrebatados por sua beleza majestosa. Em terceiro lugar, a música tem um claro propósito. Ela é um hino de glória ao Senhor. A música vem de Deus e volta para Deus. Ele emana de Deus e destina-se a glorificar a Deus. Não cantamos para entreter os ouvintes nem mesmo para agradar os gostos e preferências dos músicos ou espectadores. A música é feita para Deus, é para exaltar a Deus e cultuar o único que é digno de toda honra, glória e louvor. Finalmente, Davi disse que a música produz resultados extraordinários. Muitas pessoas tocadas por ela temerão e confiarão no Senhor. A música tem uma dimensão vertical: a exaltação de Deus e uma dimensão horizontal: levar as pessoas a confiar em Deus. Ela é dirigida a Deus e aos homens. A música não apenas glorifica a Deus, mas também edifica as pessoas. Ela não apenas chega ao céu, mas, também, realiza grandes coisas na terra. A música é uma poderosa ferramenta evangelística. Ela é um veículo eficaz para a proclamação do Evangelho. As músicas de Martinho Lutero foram peças chaves para a divulgação das doutrinas da Reforma Protestante. As músicas de Ira Sankey foram fundamentais nas campanhas de avivamento e evangelização de Dwight L. Moody. As igrejas que têm realizado um ministério mais eficiente na proclamação do evangelho e que têm experimentado um crescimento mais expressivo investem com mais zelo na música.

A música na igreja não deve ser apenas a apreciação da arte pela arte. Não se pode divorciar a arte da música da vida do músico. A música precisa ser desenvolvida num contexto de plenitude da Palavra (Cl 3:16) e plenitude do Espírito (Ef 5:18-20). O povo de Deus canta como conseqüência de se estar cheio do Espírito e cheio da Palavra. A música na igreja transborda de corações cheios de Deus.

A música precisa ser dirigida à mente e também ao coração, à razão e às emoções. O apóstolo Paulo diz que devemos cantar com a mente e também com o nosso espírito (1 Co 14:15). Não cantamos em estado de êxtase nem cantamos com o coração gelado. Cantamos com a mente cheia de luz e com o coração cheio de fogo. Cantamos com atilado entendimento e com profundo sentimento. Usando uma expressão de Martin Lloyd-Jones, a música à semelhança da pregação, deveria ser lógica em fogo. Quando compreendemos a majestade e a santidade de Deus, então, como os serafins, prostramos-nos em fervorosa adoração (Is 6:1-3). Os anjos no céu, não se cansam de adorar e louvar àquele que está no trono. No céu não vai ter pranto nem choro. Nem mesmo pregação haverá no céu. Mas lá haverá muita música. No céu, revestidos de um corpo de glória, nos uniremos aos anjos para celebrar louvores, por toda a eternidade, àquele que é digno de toda honra e adoração.

A música esteve presente na criação, pois os anjos se alegravam quando Deus lançava os fundamentos da terra (Jó 38:4-7). Ela esteve presente na redenção do povo de Deus (Ex 15:1-21; Mt 26:30). A música está presente na caminhada da igreja, tanto na alegria (Sl 100:1) como na dor (At 16:25) e a música estará presente na eternidade (Ap 5:13). Enquanto caminhamos para o nosso lar eterno, que Deus nos encha de santo fervor para exaltarmos o seu nome, com uma música que alegre os céus e encha a terra do conhecimento do nosso Senhor.

Rev. Hernandes Dias Lopes.

1 Comentário

  • Lídia Posted 5 de junho de 2011 10:00

    Estava mesmo a procura de algo assim. Sou professora de música e essa mensagem me ajudou a enriquecer ainda mais minha bagagem espiritual. Gostei muito. Obrigado por Deus ter te iluminado em tão sábias palavras.
    A paz de Deus seja contigo

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