Ainda há esperança para a família

No mundo inteiro a família está em crise. Há uma confluência de vários fatores hostis que conspiram contra a família nestes dias. Há uma guerra declarada contra esta vetusta e veneranda instituição divina, visando dinamitar seus alicerces e solapar seus valores absolutos. As pessoas hoje questionam a validade e a indissolubilidade do casamento. Os casais estão confusos acerca dos papéis que exercem no casamento. Os protagonistas do desastre atentam contra a fidelidade conjugal, buscam subterfúgios para validar uniões homossexuais, estimulam o divórcio, promovem a prática execranda do aborto e escarnecem da castidade, virando os valores morais de cabeça para baixo, enxergando, assim, tudo às avessas.

Essa confusão conceitual ameaça levar ao naufrágio esta geração presentana. A família parece um frágil barco no meio do revolto oceano da história, sovada por vagalhões enfurecidos e borrascas tempestuosas. Rochas submersas e forças misteriosas ameaçam soçobrá-la. Muitos lares sofrem desastres irreparáveis nesta viagem cheia de percalços. Outros navegam sob a fúria dos ventos indomáveis dos vícios deletérios, das patologias emocionais, cheios de traumas, recalques e pesadelos.

Há lares onde o diálogo morreu e agora, a família celebra o ritual fúnebre da indiferença e da amargura. Há lares onde a paz e a alegria já arrumaram as malas e deram adeus. Há lares onde o perdão é uma atitude inexistente, onde o beijo da amizade jamais foi sentido e o abraço da reconciliação jamais foi dado. Há lares onde todas as pontes da comunicação foram derrubadas e erguidas em seu lugar muralhas intransponíveis de isolamento e solidão. Há lares feridos pelos estilhaços das críticas amargas e das explosões de gênio. Assim, a família, em vez de ser um refúgio para as pessoas exaustas, torna-se uma arena de brigas e contendas, em vez de ser um ninho cálido de amor e comunhão, torna-se um campo gelado de tensão, um ring de agressividade, um teatro de amargura, um palco de discussões ruidosas, um picadeiro de desentendimentos, uma fábrica de verrinas e uma incubadora de doenças emocionais.

Mas ainda que a situação na sua casa seja desencorajadora, eu conclamo a você a lutar pela restauração da sua família. Não aceite passivamente a decretação da derrota de seu lar. Não desista do seu casamento. Não abra mão de seus filhos. Não perca as esperanças de ter um relacionamento saudável com os seus pais. Não entregue os pontos. O mesmo Deus que criou a família e estabeleceu princípios permanentes para a sua felicidade, exarados na Bíblia Sagrada, pode intervir na sua vida, no seu casamento e na sua família, restaurando-a e tirando-a do fundo do poço. Deus pode transformar os vales áridos do seu casamento em mananciais transbordantes de alegria e felicidade, pode fazer do deserto pardacento de sua família um pomar luxuriante e frutuoso que produza os deliciosos frutos do vero amor. Valorize a sua família. Não desista dela. Ore por ela. Coloque-a no altar de Deus, pois ainda há esperança!

Rev. Hernandes Dias Lopes.

2 Comentários

  • Rebeh Posted 23 de março de 2010 14:46

    Poderia ter textos bíblicos para apresentar a base da verdade absoluta que está sendo afirmada acima.
    Graça e paz!

  • Hileia Posted 1 de dezembro de 2013 11:51

    O texto e muito bom, mas realmente falta o senhor citar as bases bíblicas.

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