Eleição, suprema expressão da graça de Deus

Referência: Efésios 1.3-6

INTRODUÇÃO

1. A salvação é uma obra soberana de Deus – v. 3
O apóstolo Paulo nos convida a subirmos aos picos mais altos da verdade revelada de Deus a fim de vermos seu plano eterno, soberano e gracioso em relação à nossa salvação.

Paulo começa com uma doxologia. Ele começa adorando a Deus: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo…” (v. 3). Tudo provém de Deus. Toda bênção emana dele. Ele é a fonte.

Paulo nos diz que já somos abençoados. Quanto ao passado fomos eleitos. Quanto ao presente fomos remidos. Quanto ao futuro, aguardamos a resgate final na segunda vinda, quando então teremos um corpo glorioso.

Paulo nos diz que todas essas bênçãos são espirituais e estão nas regiões celestes. Diz ainda, que todas essas bênçãos são cristocêntricas.

2. A nossa posição deve ser de humilde adoração e não de especulação – v. 3
Em momento algum Paulo trata da questão da eleição como um tema para frívolas e acadêmicas discussões. Ao contrário, ele entra nesse terreno com os pés descalços, com humildade e reverência. Ele abre esse assunto com doxologia e adoração, dizendo: “Bendito o Deus e Pai”.

Nós não somos salvos pelo conceito que tenhamos sobre essa questão, mas pela nossa confiança em Cristo e sua obra em nosso favor. Os calvinistas e arminianos que creram no Senhor Jesus têm a vida eterna e estarão no céu.

A Alta Crítica tentou evadir-se desse glorioso tema, dizendo que essa é doutrina apenas do apóstolo Paulo.

Karl Barth diz que em conexão com Cristo, todos os homens, sem distinção, são eleitos, e que a distinção básica não é entre eleitos e não eleitos, e, sim, entre os que têm consciência de sua eleição e is que não a têm.

Outros rejeitam porque essa doutrina é impopular. O homem natural não pode discernir as coisas de Deus, elas lhe parecem loucura. Deveria eu estar extasiado porque Deus me escolheu para a salvação quando estava perdido, cego e morto.

Outros ainda rejeitam a doutrina da eleição porque dizem que ela destrói a busca da santificação, mas a Bíblia diz que Deus nos escolheu para sermos santos.

Outros ainda dizem que não podem crer nela porque ela mata o ímpeto evangelístico e missionário da igreja. Mas foi a certeza da eleição incondicional que deu a Paulo tenacidade e impulso na evangelização. Na cidade de Corinto ele ouviu: “Fala e não te cales, porque tenho muito povo nesta cidade” (At 18.9,10). Ele escreveu a Timóteo: “Por esta razão, tudo suporto por causa dos eleitos, para que também eles obtenham a salvação que está em Cristo Jesus com eterna glória” (2 Tm 2.10).

Eu quero lhe dizer que a Bíblia nunca argumenta essa doutrina, simplesmente a coloca diante de nós. A Bíblia não apenas não discute o tema, mas nos proíbe de discuti-lo: “Deus tem misericórdia de quem quer e também endurece a quem quer. Tu, porém, me dirás: De que se queixa ele ainda? Pois quem jamais resistiu à sua vontade. Quem és tu, ó homem, para discutires com Deus? Porventura, pode o objeto perguntar a quem o fez: Por que me fizeste assim?” (Rm 9.18-20).

Dr. Gambrell presidente da convenção batista do sul em 1917-1920 disse que grandes reavivamentos têm resultado da pregação heróica das doutrinas da graça, pois Deus honra a pregação que o honra. Diz ele: vamos trazer artilharia pesada do céu e trovejar contra esta nossa época presunçosa, como fizeram Whitefield, Edwards, Spurgeon e Paulo e os mortos receberão vida em Cristo.

I. O AUTOR DA ELEIÇÃO – v. 4

O apóstolo deixa claro que a nossa salvação começou com Deus, foi planejada por Deus e Deus mesmo a levará ao bom termo. Tudo provém de Deus. A salvação pertence a Deus.

O ensino de Paulo é que aqueles que gozam essas bênçãos espirituais em Cristo Jesus, gozam-nas porque foram escolhidos por Deus para isso: “Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo”. Somos salvos do pecado e da morte, porque Deus nos escolheu livremente, graciosamente, soberanamente.

Nós fomos nós que escolhemos a Deus, foi ele quem nos escolheu. “Não fostes vós que me escolhestes, pelo contrário, eu vos escolhi e vos designei para que vades e deis frutos” (Jo 15.16). Não fomos nós que amamos a Deus primeiro, mas foi Deus quem nos amou primeiro. O nosso amor por Deus é apenas um refluxo do fluxo do amor de Deus por nós.

Se Deus não tivesse nos escolhido, estaríamos irremediavelmente perdidos. Porque estávamos cegos, separados, mortos em nossos delitos e pecados.

Porque a nossa salvação depende de Deus e está segura nele é que podemos dizer como Paulo: “Eu estou bem certo de nem morte nem vida, nem anjos nem principados, nem poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra criatura poderá nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rm 8.38,39) .

Jesus disse que ninguém pode vir a ele se o Pai não o trouxer (Jo 6.44).

II. A VERACIDADE DA ELEIÇÃO – v. 4

As provas bíblicas acerca da eleição divina são incontestáveis. Spurgeon diz que por meio dessa verdade da eleição, fazemos uma peregrinação ao passado e contemplamos pai após pai da igreja, mártir após mártir levantar-se e vir apertar nossa mão.

Se crermos nessa doutrina teremos atrás de nós uma nuvem de testemunhas: Jesus, os apóstolos, os mártires, os santos, os reformadores, os avivalistas, os missionários . Se crermos nessa doutrina estaremos acompanhados por Jesus, Pedro, João, Paulo, Agostinho, Crisóstomo, Lutero, Calvino, Zwinglio, John Knox, John Owen, Thomas Goodwin, Jonathan Edwards, George Whitefield, Charles Spurgeon, John Broadus, Martyn Lloyd-Jones, John Stott e tantos outros. Se crermos nessa doutrina teremos atrás de nós os grandes credos e confissões evangélicas. Se crermos nessa doutrina teremos ao nosso lado o testemunho da Escritura e da história da igreja.

Comecemos com o ensino do apóstolo João:
1) João 1.13 – “os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”.
2) João 6.37 – “Todo aquele que o Pai me dá, esse virá a mim; e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora”.
3) João 6.39 – “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu”.
4) João 6.44 – “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer”.
5) João 6.65 – “E prosseguiu: Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido”.
6) João 15.16 – “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça”.
7) João 15.19 – “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”.
8) João 17.6 – “Manifestei o teu nome aos homens que me deste do mundo. Eram teus, tu mos confiaste, e eles têm guardado a tua palavra”.
9) João 17.9 – “É por eles que eu rogo; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus”.
10) João 17.24 – “Pai, a minha vontade é que onde eu estou, estejam também comigo os que me deste”.

No sermão profético de Jesus ele também deixa claro a doutrina da eleição:
1) Mateus 24.22 – “Não tivessem aqueles dias sido abreviados, ninguém seria salvo; mas por causa dos escolhidos, tais dias serão abreviados”.
2) Mateus 24.24 – “porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos”.
3) Mateus 24.31 – “E ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunião os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus”.

O apóstolo Pedro de igual forma falou sobre a doutrina da eleição:
1) 1 Pedro 1.2 – “eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo”.
2) 1 Pedro 2.9 – “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”.

O historiador Lucas também deixa claro o ensino da eleição:
1) Atos 13.48 – “Os gentios, ouvindo isto, regozijavam-se e glorificavam a palavra do Senhor, e creram todos os que haviam sido destinados para a vida eterna”.

Vejamos, finalmente, o que o apóstolo nos ensina sobre essa gloriosa doutrina:
1) Romanos 8.29,30,33 – “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho… e aos que Deus predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou, a esses também glorificou… quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica”.
2) Romanos 9.11 – “E ainda não eram os gêmeos nascidos, nem tinham praticado o bem ou o mal (para que o propósito de Deus, quanto à eleição, prevalecesse, não por obras, mas por aquele que chama)”.
3) Romanos 11.5 – “Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça”.
4) Efésios 1.4 – “assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele”.
5) Colossenses 3.12 – “Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia”.
6) 1 Tessalonicenses 5.9 – “… porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação mediante nosso Senhor Jesus Cristo”.
7) 2 Tessalonicenses 2.13 – “Entretanto, devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos amados pelo Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação do Espírito e fé na verdade”.
8) Tito 1.1 – “Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, para promover a fé que é dos eleitos de Deus”.
9) 2 Timóteo 1.9 – “que nos salvou e nos chamou com santa vocação; não segundo as nossas obras, mas conforme a sua própria determinação e graça que nos foi dada em Cristo Jesus, antes dos tempos eternos”.

Numerar aqui os vários textos bíblicos que tratam da eleição:

III. A NATUREZA DA ELEIÇÃO – v. 4

1. A eleição é incondicional
Deus não nos escolheu por qualquer virtude que viu em nós. Os Arminianos afirmam que Deus escolheu aqueles que ele previu que iriam crer nele. Em outras palavras Deus escolheu aqueles que já haviam por si escolhido crer em Cristo. Mas se assim fosse, nós seríamos o autor da eleição. Se assim fosse, a nossa salvação dependeria de nós. Mas a Bíblia diz que tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Jesus. O profeta Jonas diz que a salvação pertence ao Senhor (Jn 2.9).

Deus não nos escolheu porque previu que iríamos crer, nós cremos porque ele nos escolheu. A eleição não é resultado da fé, mas a causa dela. Disse Paulo em Antioquia da Pisídia: “Todos quantos foram destinados para a salvação creram” (At 13.48).

Deus não nos escolheu porque éramos santos, Deus nos escolheu para sermos santos (Ef 1.4).

Deus não nos escolheu por causa das nossas boas obras, Deus nos escolheu para as boas obras (Ef 2.8-10).

Deus não nos escolheu por causa da nossa obediência, mas Deus nos escolheu para a obediência (1 Pe 1.2).

Jesus disse que os filhos de Deus não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus (Jo 1.12,13). Paulo diz que Deus é quem opera em nós tanto o querer quanto o realizar. É Deus quem abre o nosso coração para crer. O arrependimento é fruto da bondade de Deus. A fé é dom de Deus.

Paulo diz que não depende de quem quer, nem de quem corre, mas de Deus usar sua misericórdia (Rm).

2. A eleição é para um relacionamento íntimo com Deus – v. 5
Deus nos predestinou para ele, para a adoção de filhos (v. 5). A escolha divina visa a comunhão com ele. A essência da vida eterna é conhecer a Deus. O fim principal do homem é glorificar a Deus e goza-lo para sempre. Deus anseia por nós com grande zelo. Somos a sua herança. Somos sua raça eleita. Somos sacerdócio real. Somos a menina dos olhos de Deus, a delícia de Deus. Fomos chamados para andar com Deus e refletir sua glória como filhos amados.

IV. O FUNDAMENTO DA ELEIÇÃO – v. 4

Nós fomos eleitos em Cristo. Todas as bênçãos espirituais, nós as temos em Cristo. Ele é a fonte de onde procedem todas as bênçãos espirituais. Não há salvação fora de Cristo. Não há redenção à parte do sangue de Cristo. Não há remissão de pecados fora do derramamento do sangue de Cristo. O mesmo Deus que nos escolheu para a salvação, escolheu nos salvar por meio do sacrifício do seu Filho.

A eleição não anula a obra de Cristo. O mesmo Deus que estabeleceu os fins, a nossa redenção, também estabeleceu o meio pelo qual deveríamos ser salvos, ou seja, a morte de Cristo. Desde a eternidade foi estabelecido que seríamos salvos por meio de Cristo. O Cordeiro foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Jesus veio ao mundo com a missão de ser o nosso represente, fiador. Ele veio para morrer em nosso lugar. Ele veio para dar sua vida em nosso resgate. Esse era o plano eterno do Pai. Ele cumpriu as exigências da lei e satisfaz toda a justiça divina. Ele carregou com os nossos pecados sobre seu corpo. Ele foi ferido, traspassado. Ele sofreu a nossa morte. Sempre que tentaram desviar Jesus da cruz, ele rechaçou com veemência.

A eleição não substitui a obra de Cristo, antes a inclui e dela depende. Na verdade a nossa salvação é fruto do Pacto da Redenção, quando o Deus triúno, decidiu no seu conselho sábio e eterno traçar o plano da nossa salvação. Nesse plano o Pai nos escolheu, o Filho tornou-se nosso fiador e representante e morreu por nós e o Espírito Santo aplica a obra de Cristo em nós, regenerando-nos e santificando-nos, transformando-nos, assim, na imagem de Cristo.

V. O TEMPO DA ELEIÇÃO – v. 4

Paulo não diz que gozamos as bênçãos espirituais porque cremos em Cristo ou porque entregamos a ele a nossa vida e o recebemos como Salvador. Isso está envolvido, mas Paulo não parte daí. Nem tampouco Paulo inicia pela obra de Cristo na cruz em nosso favor. Na verdade Paulo não parte de nada do que aconteceu no tempo neste mundo. Ele vai direto à eternidade, antes da fundação do mundo e parte daquilo que foi feito por Deus Pai.

Spurgeon dizia que enquanto não recuarmos até ao tempo em que o universo inteiro dormia na mente de Deus, como algo que ainda não havia nascido, enquanto não penetrarmos na eternidade, onde Deus, o criador, vivia na comunhão da Trindade, quando tudo ainda dormia dentro dele, quando a criação inteira repousava em seu pensamento todo abrangente e gigantesco, não teremos nem começado a sondar o princípio, quando Deus nos escolheu.

Deus nos escolheu quando o espaço celeste não era ainda agitado pelo marulhar das asas de um único anjo, quando ainda não existia qualquer ser, ou movimento, ou tempo, e quando coisa nenhuma, ou ser nenhum, exceto, o próprio Deus existia, e ele estava sozinho na eternidade.

A eleição divina não foi um plano de última hora, por ter o primeiro plano de Deus fracassado. O pecado de ADÃO não pegou Deus de surpresa. Deus não ficou roendo as unhas com medo de o homem estragar tudo no Éden. Deus planejou a nossa salvação antes mesmo de lançar os fundamentos da terra. Antes que houvesse céu e terra, Deus já havia decidido nos escolher em Cristo para a salvação. Ele nos escolheu antes dos tempos eternos (2 Tm 1.9). Ele nos escolheu desde o princípio para a salvação (2 Ts 2.13). Ele nos escolheu antes da fundação do mundo (Ef 1.4).

Esse plano jamais foi frustrado nem anulado. Mesmo diante da nossa rebeldia e transgressão, o plano de Deus permanece intacto e vitorioso. Paulo diz: “Aos que Deus predestinou, a esses também chamou; e aos que chamou, a esses também justificou; e aos que justificou a esses também glorificou” (Rm 8.30).

Nenhum problema neste mundo ou do mundo porvir pode cancelar essa eleição divina. Quem intentará acusação contra os eleitos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? É Cristo Jesus quem morreu e ressuscitou e está à direita do Pai e também intercede por nós (Rm 8.33,34). Aquele que começou boa obra em nós vai completa-la até o dia de Cristo (Fp 1.6). Nossa vida está segura nas mãos de Jesus, de onde ninguém poderá nos tirar (Jo 10.28).

VI. O PROPÓSITO DA ELEIÇÃO

1. Santidade – v. 4
Enganam-se aqueles que pensam que a doutrina da eleição promove e estimula uma vida relaxada. Somos eleitos para a santidade e não para o pecado. Somos salvos do pecado e não no pecado. Jesus se manifestou para desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8). Uma pessoa que se diz segura da sua salvação e não vive em santidade está provando que não é eleita. A Bíblia diz que devemos confirmar a nossa eleição.

Muitos pervertem a doutrina da eleição para a sua própria ruína, quando afirmam: “Eu sou um eleito de Deus”, mas tem se assentado no ócio e com ambas as mãos têm praticado a iniqüidade.

Aqueles que não são santos não podem ter comunhão com Deus nem jamais verão a Deus. No céu, só os santos vão entrar. Uma pessoa que não ama a santidade não suportaria o céu.

Spurgeon argumentava: Por que você reclama da eleição divina? Você quer ser santo? Então você é um eleito. Mas se você diz que não quer ser santo nem viver uma vida piedosa, por que você reclama não ter recebido aquilo que não deseja?

2. Irrepreensibilidade – v. 4
Sem qualquer espécie de mancha. Era a palavra usada para um animal apto para o sacrifício perfeito. A eleição tem como alvo nos levar a uma vida limpa, pura, santa. Somos a noiva do Cordeiro que está se adornando para ele. Não somos escolhidos para vivermos na lama, mas escolhidos para vivermos como luzeiros do mundo e apresentar-nos a Jesus como a noiva pura, santa e sem defeito.

3. Comunhão com Deus – v. 5
Deus nos predestinou para ele, para vivermos diante dele. Deus não nos escolheu para vivermos longe dele, sem intimidade com ele, sem comunhão com ele. Fomos eleitos para Deus, para andarmos com Deus, para nos deleitarmos em Deus. Ele é a nossa fonte de prazer. Ele é o amado da nossa alma. Na presença dele é que encontramos plenitude de alegria.

4. Adoção de filhos
Deus nos escolheu e nos destinou para sermos membros da sua própria família. A eleição da graça outorga a nós não apenas um novo nome, um novo status legal, e uma nova relação familiar, mas também uma nova imagem, a imagem de Cristo (Rm 8.29). A adoção é algo lindo. Um filho natural pode vir quando os pais não esperam, ou mesmo quando os pais não querem ou ainda quando não se sentem preparados. Mas a adoção é um ato consciente, deliberado e resoluto de amor. É uma escolha voluntária.

Um filho adotivo recebe o nome da nova família e torna-se herdeiro natural dessa família. Somos filhos de Deus. Recebemos um novo nome, uma nova herança.

Mas somos ainda filhos gerados por Deus. Somos nascidos do alto, de cima, do céu, do Espírito. Somos co-participantes da natureza divina. Deus nos escolheu para vivermos como filhos amados. “O Espírito de Deus testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus” (Rm 8.14).

5. O louvor da glória da sua graça – v. 6
Deus nos escolheu para revelar a suprema beleza e fulgor da sua graça. Nós estávamos perdidos e fomos achados. Nós estávamos mortos e recebemos vida. Nós estávamos afastados das promessas e fomos feito povo de Deus.

Graça é o Deus nos dá nós não merecemos. Éramos inimigos, merecíamos a morte, o juízo e a condenação. Mas Deus nos escolheu para nos dar a vida eterna. Essa mensagem exalta a graça de Deus!

CONCLUSÃO

A eleição divina nos traz muitas bênçãos:
1) Humildade – não fui escolhido por méritos.
2) Gratidão – Eu estava perdido e morto e Deus me amou e me atraiu com cordas de amor.
3) Segurança – Aquele que começou boa obra em mim, vai completa-la até o dia final. Aos que Deus predestinou, chamou e justificou, ele glorificou.
4) Devoção – Quero honrar àquele que me amou, me escolheu, me chamou, salvou e glorificou.
5) Trabalho – Porque Cristo morreu para salvar e não apenas para possibilitar a salvação, porque a salvação depende de Deus eu posso crer no sucesso da evangelização.
6) Adoração – Preciso quedar-me aos pés do Senhor e viver para o louvor da glória da sua graça!

Rev. Hernandes Dias Lopes

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