Hoje é o dia de levantar a taça da vitória

Os olhos do mundo inteiro estão voltados, hoje, para a decisão final da Copa Mundial de Futebol na Alemanha. Itália ou França subirá ao pódio para erguer a taça da vitória. Uma seleção erguerá o troféu, a outra amargará a derrota. A vitória no futebol é alcançada por esforços e méritos pessoais. Quem não trabalha duro, não ganha o jogo. Apenas tradição e fama não são suficientes para quem almeja sagrar-se campeão.

Se o fosse, a seleção brasileira subiria ao pódio mais uma vez. O Brasil já ganhou cinco títulos. Em 1958 na Suécia, ganhou a final de cinco a dois do próprio time da casa. Em 1962, sagrouse bicampeão no Chile, ganhando da Checoslováquia por três a um. Em 1970, no México conquistou o título de tricampeão do mundo, goleando a Itália por quatro a um. Em 1994, nos Estados Unidos, o Brasil alcançou a posição honrada de tetracampeão do mundo, nos pênaltis, depois de um empate de zero a zero contra a Itália. Em 2002, no Japão, o Brasil distanciou-se das demais seleções do mundo, ao vencer a Alemanha por dois a zero, sagrando-se, assim, pentacampeão do mundo. O sonho de ser hexacampeão foi adiado. No futebol é assim, um dia se ganha, outro se perde. Mas não é assim na vida cristã.

O povo de Deus não entra em campo para saber se vai ganhar ou perder. Quem está em Cristo já é mais do que vencedor. Nossa vitória não vem dos nossos próprios méritos, mas a recebemos gratuitamente pelos méritos infinitos de Jesus Cristo, nosso Senhor. Não ganhamos o troféu da vitória por causa do nosso suor, mas por causa do sangue derramado do Filho de Deus na cruz do Calvário. O troféu que a copa do mundo oferece é de ouro e tem um valor relativo.

Esse troféu pode ser perdido ou roubado, como aconteceu como a taça Júlio Rimet, o nosso troféu do tricampeonato mundial; mas o troféu da vida eterna que recebemos de Cristo tem um valor infinito e jamais pode ser perdido ou roubado.

Ganhar o troféu da vida eterna é melhor do que ganhar uma copa do mundo. As alegrias desta vitória são superficiais e efêmeras, mas a alegria da vida eterna é profunda e eterna. As alegrias de uma vitória esportiva não têm o poder de transformar sua vida, mas a alegria da salvação é uma experiência que muda radicalmente sua vida no tempo e na eternidade.

Poucos são aqueles que têm a oportunidade de jogar numa seleção e fazerem parte daquele elenco privilegiado. Pouquíssimos são aqueles que, depois de selecionados, têm a chance de conquistar o troféu da vitória. No Reino de Deus as regras são diferentes. A porta da graça é aberta a todos. Até mesmo os escorraçados e enjeitados da sociedade podem fazer parte da família de Deus. A seleção não é feita com base em méritos ou desempenhos pessoais; somos escolhidos pela graça e aceitos por causa da obra substitutiva de Cristo.

Aqueles que levantam a taça da vitória, torcem para que os outros não cheguem no seu mesmo nível. Querem ganhar sozinhos e até torcem para os outros perderem. Esses vêm os outros como concorrentes que devem ficar para trás. Porém, no Reino de Deus não temos essa visão exclusivista. Aqueles que receberam a coroa da vida esforçam-se ao extremo para que outros também a recebam. A vida eterna não é um troféu que retemos apenas para nós, mas um presente de Deus que devemos repartir com todos.

Quando uma seleção ergue a taça, a nação que ela representa comemora efusivamente, e seus heróis saem em carros alegóricos pelas ruas sendo aplaudidos pelo povo. Os nomes de seus jogadores são estampados nos jornais e eles se enchem de orgulho pela estupenda vitória alcançada. No Reino de Deus, os vencedores não chamam para si a atenção, mas tributam a Deus toda a glória.

Reconhecem que tudo que são e têm vem de Deus e deve ser devolvido para ele.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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