Jesus, o verbo de Deus

O apóstolo João no prólogo do seu evangelho, falou sobre Jesus, o verbo de Deus. Dos quatro evangelistas Marcos e João não falaram sobre sua genealogia. Marcos não o fez porque escrevendo aos romanos, apresentou Jesus como servo e servo não tem genealogia. João não falou sobre a genealogia, porque sua ênfase foi na divindade de Cristo e como Deus ele não teve origem, antes é a origem de todas as coisas. Vamos considerar alguns pontos importantes:

1. A eternidade do Verbo (Jo 1.1) – João escreveu: “No princípio era o verbo”. Quando tudo começou, o verbo já existia. Ele pré-existe à obra da criação. Ele é eterno. A teoria que ensina a eternidade da matéria é um equívoco. A doutrina que ensina que Jesus foi a primeira criação de Deus e que ele não é co-igual, co-eterno e consubstancial com o Pai está em total desacordo com a Escritura. Permanece a verdade absoluta e incontestável: o verbo de Deus tem o atributo da eternidade.

2. A personalidade do Verbo (Jo 1.1) – João acrescenta: “e o verbo estava com Deus”. Esta expressão na língua grega significa que o verbo estava face a face com Deus. Assim, o verbo não é uma energia impessoal, mas uma pessoa que se relaciona com Deus Pai desde toda a eternidade. A pessoalidade do Verbo é outra verdade fundamental do cristianismo.

3. A divindade do Verbo (Jo 1.1) – João conclui: “e o verbo era Deus”. O verbo não é apenas eterno e pessoal, mas também divino. Ele não é apenas um ser superior aos anjos e homens, mas inferior à divindade; ele é a própria divindade. Ele tem a mesma essência de Deus, ele é Deus. Aqui está um dos grandes e sublimes mistérios da fé cristã: Deus é Um e ao mesmo tempo trino. Há um só Deus, quesubsiste em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo.

4. A encarnação do Verbo (Jo 1.14) – O verbo eterno, pessoal e divino fez-se carne e tabernaculou-se entre nós. Esvaziou-se da sua glória e veio morar conosco. O infinito Deus entrou na finitude humana, foi envolto em faixas e deitou-se numa manjedoura. O transcendente Deus, que nem os céus dos céus podem contê-lo, assumiu um corpo humano e a forma de servo. O Deus exaltado e entronizado acima dos querubins, tornou-se pobre, nasceu numa família pobre, morou numa cidade pobre e não tinha sequer onde reclinar a cabeça. Entretanto, esse verbo manifestou-se cheio de graça e de verdade e nele estava a glória do Pai. O verbo é o mediador entre Deus e os homens. O verbo é o redentor, por meio de quem somos perdoados e salvos.

5. A obra do verbo (Jo 1.2.-13) – João destaca algumas verdades: Primeiro, o verbo é o criador de todas as coisas. Ele não foi criado, mas é o criador de todas as coisas. Ele não teve origem, mas é a origem de todas as coisas. Ele criou as coisas visíveis e invisíveis. Criou tudo do nada segundo o seu soberano poder. Segundo, o verbo é a luz que ilumina todos os homens. Sem Jesus a vida está envolta em trevas. O diabo cega o entendimento dos incrédulos e mantém seus súditos num reino de trevas. Mas, Jesus é a luz do mundo e ilumina todos os homens e quem o segue não anda em trevas, mas verá a luz da vida. Terceiro, o verbo é o salvador, por meio de quem nos tornamos filhos de Deus. Todo aquele que nele crê tem a vida eterna e recebe o direito de ser chamado filho de Deus. Somos perdoados, remidos e adotados no filho de Deus por meio de Jesus, o verbo divino.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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