Mãe, um monumento vivo da graça de Deus

As palavras do nosso vernáculo não são suficientes para enaltecer a sublime missão  da maternidade. O amor de mãe é cantado e decantado na poesia e na prosa. No  nível humano nenhum amor transcende ao amor de mãe. A mãe se entrega, se doa e investe o melhor do seu corpo, do seu tempo, da sua vida, dos seus recursos e dos seus sonhos na vida dos filhos. A mãe é um monumento vivo da graça de Deus. Nas palavras do ilustre pastor presbiteriano Peter Marshall, a mãe é a guarda das fontes. É ela que, como ninguém, cuida dos filhos, educa os filhos, ensina-os os princípios e  valores mais importantes da vida.

A compreensão dessa verdade levou o grande estadista Abraão Lincoln a afirmar que  ninguém é pobre se tem uma mãe intercessora. Uma mãe pode ser uma mulher jovem ou idosa, culta ou analfabeta, rica ou pobre, mas será sempre uma mulher influenciadora. Eu, particularmente, devo minha vida à minha mãe. Quando ela estava grávida, foi colocada diante do dilema de escolher entre sua vida e a minha; de sacrificar-me no ventre ou morrer com o filho. O médico não via outra saída. Ela, porém, se dispôs a morrer com o filho, em vez de abrir mão dele. Ela disse: “Estou pronta a morrer com o meu filho e a dar minha vida por ele, mas não estou pronta a abrir mão dele”. Nesse momento, ela fez um voto a Deus e disse: “Deus, se tu poupares minha vida e a vida do meu filho consagrá-lo-ei a ti para ser um pastor de almas”. O Senhor ouviu a oração da minha mãe e eu nasci. Minha mãe, embora  mulher simples, que nunca teve o privilégio de sentar-se num banco de escola, ensinou-me as mais profundas lições da vida.

Destaco alguns atributos de uma mãe que se constitui num monumento vivo da graça de Deus.

1. Uma mãe é uma intercessora incansável – Ninguém ora pelos filhos como as mães. Elas carregam os filhos no ventre e também no coração. Elas como ninguém se colocam na brecha em favor dos filhos. As mães nutrem os filhos, choram pelos filhos, acariciam os filhos e oram por eles. Como Ana, mãe de Samuel, as mães oram pelos filhos antes deles nascerem. Como Joquebede, mãe de Moisés, as mães intercedem pelos filhos para que conheçam a Deus na infância. Como Mônica, mãe de Agostinho, as mães não desistem nunca de orar pelos filhos até vê-los aos pés do Salvador. Como Suzana Wesley, mãe do grande avivalista João Wesley, as mães sempre encontram tempo para interceder pelos filhos. Precisamos de mães que dobrem os joelhos em favor dos filhos!

2. Uma mãe é uma educadora responsável – Embora, os maridos sejam os  responsáveis pela criação dos filhos na disciplina e admoestação do Senhor (Ef 6.4), as mães ficam mais tempo com os filhos e são as que mais influenciam na formação moral e espiritual deles. Como Eunice, mãe de Timóteo, elas ensinam os filhos as sagradas letras. Como a mulher virtuosa, descrita no livro de Provérbios, a palavra da sabedoria e a instrução da bondade está em seus lábios (Pv 31.26). As mães são como espelho para os filhos. Elas demonstram mais do que falam. Elas ensinam pelo exemplo mais do que com as palavras. Elas são verdadeiras pedagogas que ensinam seus filhos na dinâmica da vida, ao deitar e ao levantar. Elas ensinam seus filhos no caminho e não apenas o caminho. Elas inculcam as verdades eternas na mente
de seus filhos, porque antes essas verdades estão em seu coração.

3. Uma mãe é uma heroína admirável – Ninguém é capaz de sacrifícios tão grandiosos pelos filhos como uma mãe. Elas estão prontas a viver e a morrer pelos filhos. Elas, à semelhança de Ana, choram diante de Deus para ter filhos e depois de recebê-los, os devolve para o Senhor. Elas, como Rispa, protegem seus filhos até mesmo depois de mortos (2Sm 21.10). Uma mãe é aquela que como a águia coloca o ninho de seus filhos no alto dos penhascos, longe dos predadores (Jó 39.27) e nunca abre mão deles (Dt 32.11). Uma mãe é uma heroína admirável quando se trata de defender seus filhos, de lutar por eles, e vê-los caminhando vitoriosamente na vida. Que Deus nos dê mães intercessoras, educadoras, que como bravas guerreiras lutem e chorem pelos filhos até vê-los como coroas de glória nas mãos do Senhor.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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