MULHER, OBRA PRIMA DE DEUS

Depois de Deus criar o vasto e insondável universo, pela palavra do seu poder, criou o homem e a mulher, à sua imagem e semelhança. O homem foi feito do barro; a mulher foi feita da costela do homem. Deus fez o homem a partir do barro; Deus fez a mulher a partir do homem. Mas em ambos, Deus soprou o fôlego da vida e passaram a ser alma vivente. Ambos, homem e mulher são iguais perante de Deus. Têm a mesma honra e dignidade. Têm o mesmo valor e capacidade intelectual, moral e espiritual.

Ambos, homem e mulher, foram criados por Deus. Ambos, homem e mulher, caíram em pecado. Ambos, homem e mulher, são salvos de igual forma, pela fé em Cristo Jesus. Qualquer tentativa de abrir um conflito de valor entre o homem e a mulher está em desacordo com o ensino bíblico. Qualquer cultura ou religiosidade que diminui o valor da mulher, subtraindo-lhe a dignidade conferida pelo criador merece nosso repúdio. Qualquer tentativa de desfazer os princípios estabelecidos por Deus para a funcionalidade harmoniosa da família é uma afrontosa oposição ao projeto divino.

Destacaremos, portanto, alguns pontos importantes:

Em primeiro lugar, a mulher foi criada por Deus. A mulher foi criada por Deus, à sua imagem e semelhança, tal qual o homem. Não há superioridade nem inferioridade de gênero. Tanto o homem como a mulher carregam a imagem do criador e foram criados à sua semelhança. Os anjos foram criados por Deus e também os animais. Os anjos são espírito, mas não têm corpo. Os animais têm corpo, mas não têm espírito. O homem e a mulher, receberam o sopro divino e tornaram-se alma vivente. Os anjos não morrem. Os animais morrem e tudo se acaba. O homem e a mulher morrem e seu corpo volta ao pó, mas seu espírito volta a Deus, que o deu.

Em segundo lugar, a mulher foi tirada da costela do homem. Agostinho de Hipona disse, com razão, que a mulher não foi tirada da cabeça do homem para comandá-lo nem dos seus pés para ser subjugada por ele. Foi tirada da costela do homem para ser sua coigual e o centro do seu afeto. Ao tirar a mulher da costela do homem, Deus evidencia que os dois, no casamento, se complementam. O homem não encontrou em toda a criação ninguém que lhe correspondesse física, emocional e espiritualmente. Ninguém que olhasse nos seus olhos. Deus mesmo disse: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma auxiliadora que lhe seja idônea” (Gn 2.18). Depois que Deus criou a mulher e lha trouxe, o homem prorrompeu em efusiva declaração de amor: “Esta, afinal, é osso dos meus ossos e carne da minha carne” (Gn 2.23).

Em terceiro lugar, a mulher foi dada ao homem como auxiliadora idônea. Ao longo dos séculos, em virtude do pecado, as mulheres foram despojadas de seu valor e de seus direitos. Muitas culturas e até hoje em alguns segmentos religiosos, ao arrepio da Palavra de Deus, a mulher tem sido colocada numa posição de inferioridade em relação ao homem. O fato da esposa ser auxiliadora idônea do marido não significa que ela é inferior a ele. O fato do homem ser colocado como cabeça da mulher não significa que ele é superior a ela, pois a Bíblia diz de igual modo, que Deus é o cabeça de Cristo e tanto o Deus Pai como o Deus Filho são da mesma substância e têm a mesma natureza.

Em quarto lugar, a mulher e o homem devem viver em harmoniosa interdependência. A mulher procedeu do homem e o homem procede da mulher. No casamento os dois não estão em oposição, mas em harmonia. Não estão competindo, mas cooperando. O casamento é uma aliança de amor, onde marido e esposa vivem para agradar um ao outro. O marido deve ser um líder servo como Cristo e a esposa deve sujeitar-se, de coração, ao marido como a igreja é submissa a Cristo. Assim, a família cumpre seu propósito; e por ela Deus é glorificado, a igreja é edificada e a sociedade é construída.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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