O crescimento da igreja

O crescimento da igreja é um tema palpitante. É bíblico, pertinente e atual. Devemos buscá-lo com todas as forças da nossa alma, de todas as formas legítimas, em todas as frentes, em todos os lugares, em todos os tempos. Deus está comprometido com esta causa nobilíssima, porque ele escolheu para si um povo desde os tempos eternos e o deu ao seu unigênito Filho. Para comprar esse povo procedente de toda tribo, raça, língua e nação Cristo morreu e verteu o seu sangue.

O crescimento da igreja é obra de Deus. A conversão não pode ser produzida por nenhuma ação humana. Só o Espírito de Deus pode regenerar o coração do homem. Só o Pai pode trazer os eleitos a Cristo. Só Cristo pode salvar o pecador. A igreja pode plantar e regar, mas só Deus pode dar o crescimento. Somos cooperadores de Deus na proclamação do evangelho, mas só Ele pode acrescentar à igreja os que são salvos.

O crescimento da igreja é responsabilidade nossa. Não há colheita sem semeadura. Não há frutos sazonados sem cuidado da lavoura. Fomos chamados para dar frutos, muitos frutos. Cabe-nos sair e semear, ainda que com lágrimas. A semente é a Palavra, o campo é o mundo, os semeadores somos nós, os remidos pelo sangue do Cordeiro, o tempo é agora. Devemos abraçar com grande ardor essa gloriosa missão que os próprios anjos anelam. Essa é uma tarefa imperativa, intransferível e impostergável.

O crescimento da igreja precisa ser buscado pelos critérios bíblicos. Deus não está interessado apenas em crescimento numérico da igreja, mas em crescimento saudável. A igreja evangélica brasileira cresce em número, mas está decadente em qualidade. Temos extensão, mas não profundidade. Temos movimento, mas não quebrantamento; temos muito palavras de homens, mas, pouco Palavra de Deus.

O crescimento da igreja precisa evitar dois extremos: o primeiro é a numerolatria. Muitas igrejas buscam resultados a qualquer custo. Estão interessadas no que funciona e não na verdade. Buscam o que dá certo e não o que é certo. Para encher a igreja, muitos pregadores negociam a verdade, mercadejam o evangelho, fazem do templo uma praça de barganha, do púlpito um balcão, da graça de Deus um produto e dos crentes consumidores. Consequentemente, nem todo crescimento é resultado da ação do Espírito Santo. Nem todo crescimento significa salvação de vidas. Nem todo crescimento promove a glória de Deus.

O segundo extremo que precisamos evitar é a numerofobia. Muitos pregadores tentam esconder o seu fracasso, justificando com argumentos vulneráveis a esterilidade da igreja. Concordo com Rick Warren, quando afirmou que não deveríamos perguntar: “o que fazer para a igreja crescer?”. Antes, deveríamos perguntar: “O que está impedindo a igreja de crescer?”. A igreja é um organismo vivo. Ela é o corpo de Cristo. Ela deve crescer naturalmente. O crescimento da igreja é um resultado de seu estilo de vida. Muitos pregadores tentam justificar a estagnação espiritual da igreja, dizendo que não estão buscando quantidade, mas qualidade. Precisamos alertar, entretanto, que qualidade gera quantidade. Não há qualidade estéril.

O crescimento da igreja deve ser buscado de acordo com os princípios da Palavra de Deus e para a glória de Deus. O livro de Atos é o primeiro e o maior manual do crescimento da igreja de todos os tempos. Ali estão as balizas norteadoras. Devemos buscar o crescimento saudável da igreja através da oração, da Palavra e do poder do Espírito Santo. As técnicas modernas podem ser acessórios, mas jamais devem substituir os elementos fundamentais estabelecidos pelo próprio Deus.

O crescimento da igreja deve ser buscado com um profundo senso de urgência. Deus se importa com números, porque atrás deles estão vidas preciosas por quem Cristo verteu o seu sangue. A Bíblia é um livro de estatística, porque Deus se importa com pessoas. Portanto, a evangelização dos povos deve estar no topo da agenda de toda igreja que deseja agradar o coração de Deus.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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