O homem, o seu tempo e a sua mensagem

O livro de Amós é um brado altissonante à igreja contemporânea. Ele é um forte clamor à justiça social. Este livro deve ser estudado nos parlamentos, nas casas de leis, nas salas dos governantes, nos tribunais, e, sobretudo, na igreja. Meu ardente desejo com este livro é que Amós volte a falar à igreja.

J. A. Motyer, comentando sobre a importância deste livro diz que a mensagem de Amós repreende o nosso formalismo; oferece o lembre salutar de que uma tradição da igreja pode ter atravessado duzentos anos para se comprovar tão falsa atualmente quanto foi no princípio; ela insiste que a igreja, quando deixa de centralizar-se na Palavra de Deus, enfrenta um perigo perpétuo; denuncia o pecado da auto-satisfação religiosa; descreve a religião que Deus abomina e exige que seja substituída por uma dependência da graça divina em fé e arrependimento, um compromisso com a lei de Deus em obediência, e uma preocupação incessante pelos homens necessitados. Sem isto, nada há mais eficiente do que a religião para nos separar do amor de Deus e nos cobrir com a sua ira.
 
Amós inaugurou o ministério dos profetas canônicos. Seu livro é a mais antiga das profecias escritas que leva o nome do escritor. R. B. Y. Scott diz que o grande dia da profecia hebraica começou com Amós. Edward J. Young diz que é de consenso geral que este livro é inteiramente da autoria de Amós. Este livro é um dos maiores tratados de justiça social de toda a literatura universal além de ser um encorpado manual de teologia. Revela de forma eloqüente a soberania de Deus na história das nações bem como nos fenômenos naturais. Deus está assentado na sala de comando do universo e tem as rédeas da história humana em suas mãos.

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