PERIGOS E PROMESSAS ACERCA DOS DÍZIMOS

Deus é o criador e dono do universo. Nada trouxemos para o mundo nem nada dele levaremos. Ele, porém, constituiu-nos como seus mordomos e requer de nós fidelidade nessa mordomia. Um dos sinais dessa mordomia é que devemos devolver a Deus, de tudo o que ele nos dá, dez por cento. Isso é chamado de dízimo. Falaremos sobre os perigos e promessas sobre o dízimo.

Em primeiro lugar, os perigos sobre o dízimo. Destacaremos quatro perigos que o texto de Malaquias 3.8-10 destaca:

  1. Reter os dízimos (Ml 3.8). “Roubará o homem a Deus? Todavia, vós me roubais e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”. Os dízimos são santos ao Senhor, e não podemos lançar mão deles. Retê-los é apropriação indébita. É roubo ao Senhor. Não damos dízimos; entregamo-los. Não são nossos; pertencem a Deus.
  2. Subtrair os dízimos (Ml 3.10). “Trazei todos os dízimos…”. Não podemos entregar parte, afirmando que estamos entregando todos os dízimos. Reter mais do que é justo é pura perda. Deus requer de seus mordomos fidelidade na administração do que lhe pertence.
  3. Administrar os dízimos (Ml 3.10). “Trazei todos os dízimos à casa do tesouro…”. Deus nos ordena a trazer todos os dízimos, mas não nos constituiu administradores deles. Nosso papel é entregar o que é Deus, na Casa de Deus, para o suprimento da obra de Deus.
  4. Subestimar os dízimos (Ml 3.8b). “… e dizeis: em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas”. A geração de Malaquias estava desprezando o culto divino e trazendo ofertas indignas para Deus. Quando acusados pelo profeta de estarem roubando a Deus, logo perguntaram: “Em que te roubamos?”. Julgavam que o dízimo era coisa de somenos. Por isso, eram negligentes.

Em segundo lugar, as promessas sobre o dízimo. Depois de Malaquias alertar sobre os perigos, passa a tratar sobre as promessas divinas àqueles que são fiéis na devolução dos dízimos.

  1. Janelas abertas dos céus (Ml 3.10). “… e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu…”. Tudo o que temos, recebemos de Deus. Ele é o nosso criador e também provedor. Quando somos fiéis a ele na mordomia dos bens, ele promete abrir-nos as janelas do céu. Dele vem toda boa dádiva.
  2. Bênção sem medida (Ml 3.10b). “… e não derramar sobre vós bênção sem medida”. Deus é abençoador. Aqueles que o honram, são honrados por ele (1Sm 2.30). Suas bênçãos são abundantes e sem medida para aqueles que confiam na sua providência e são fiéis mordomos dos recursos que ele mesmo coloca em suas mãos.
  3. Devorador repreendido (Ml 3.11). “Por vossa causa, repreenderei o devorador…”. Deus não apenas abre sobre nós as janelas do céu, mas também repreende o devorador para que ele não consuma o fruto do nosso trabalho. Deus nos abençoa e nos protege.
  4. Felicidade plena (Ml 3.12). “Todas as nações vos chamarão felizes…”. Quando somos fiéis a Deus e abençoados por ele, isso serve de testemunho às nações e todos reconhecem que somos um povo feliz, porque não retemos o que é de Deus, mas, com gratidão, entregamos o que lhe pertence. Fica claro que o dízimo não é subtração. Na matemática divina, perdemos o que retemos e ganhamos o que entregamos. Se formos mordomos infiéis na devolução dos dízimos roubaremos a Deus, a nós mesmos e aos outros. Mas, se obedecermos a Deus, comeremos o melhor desta terra e seremos abençoados com toda sorte de bênçãos!

 

Rev. Hernandes Dias Lopes

2 comentários em “PERIGOS E PROMESSAS ACERCA DOS DÍZIMOS”

  1. Pastor, a paz do Senhor Jesus. Essa passagem do Livro de Malaquias, referente ao dízimo se aplica a nós hoje? Essa passagem realmente afirma que quem não devolve o dízimo, é considerado ladrão? Os ladrões não herdaram o Reino de Deus (I Co 6:10). Eu estou um pouco confuso, devido ter pesquisado no Youtube e assistido vídeos contrários e a favor. Eu realmente acredito que a gratidão a Deus é uma qualidade que nós cristãos temos que demonstrar e as primícias dos nossos recursos financeiros é uma das maneiras evidentes de demonstração da mesma, essa é a minha humilde opinião. Sou membro de uma igreja neo-pentecostal, mas tenho acompanhado seus vídeos que falam sobre o assunto e estou impressionado com os argumentos que o senhor faz sobre o assunto, parabéns! Deus tem sido, com certeza, glorificado através da sua vida.

  2. Raimundo Nonato Campos

    Meu querido Pastor Hernandes, admiro os seus sermões, gosto de suas mensagens, mas infelizmente com relação a dízimos, o irmão como os demais pastores que seguem essa doutrina, usa equivocadamente esse texto de Malaquias para justificar a devolução dos dízimos.No NT, o Senhor Jesus não menciona dízimos e sim, ofertas. Inúmeras passagens do NT, o Senhor diz : dai voluntariamente e com alegria. Gostaria que o irmão me respondesse, bem como ao irmão Marcos acima, que está confuso com o assunto, em que momento, no NT, Jesus fala de pagamento de dízimos. É com humildade que lhe dirijo este comentário. Dízimo nunca foi dinheiro, era pago somente uma vez por ano. Que que momento, na Bíblia essa situação mudou de cereais para dinheiro. Que o Senhor Jesus abençoe sempre sua vida e seu ministério. Um forte abraço.

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