Princípios para uma boa comunicação no lar

A comunicação inteligente, respeitosa e harmoniosa é o cerne de um relacionamento familiar saudável. Podemos dar vida ou matar o relacionamento dependendo da maneira como nos comunicamos. A Palavra de Deus diz que “a morte e a vida estão no poder da língua” (Pv 18.21). Os conflitos dentro do lar são gerados por uma comunicação deficiente. Queremos alistar alguns princípios importantes para uma boa comunicação. 

Em primeiro lugar, precisamos aprender a ouvir com mais atenção. Todos nós temos necessidade de alguém que nos ouça. Tiago diz que devemos ser pessoas prontas para ouvir (Tg 1.19). Quem ama tem tempo para a pessoa amada; busca agradar a pessoa amada, bem como, compreender a pessoa amada. Assim, quando nos dispomos a ouvir, demonstramos que a outra pessoa tem valor e prioridade para nós. Agindo assim, estaremos construindo pontes de contato e pavimentando a estrada de uma comunicação saudável. 

Em segundo, precisamos aprender a falar com mais amor. Uma comunicação harmoniosa depende da capacidade de falar a coisa certa, na hora certa, da maneira certa, com a pessoa certa, com a motivação certa. Às vezes nós pecamos não a respeito do que falamos, mas como falamos. A maneira de dizer é tão importante quanto o que se diz. Tiago diz que devemos ser tardios no falar (Tg 1.19), enquanto Paulo alerta para o fato de que devemos falar a verdade em amor (Ef 4.15). Se não tomarmos cuidado, poderemos ferir com a nossa língua a pessoa que maisamamos. 

Em terceiro lugar, precisamos aprender a elogiar com mais generosidade. O elogio sincero é um bálsamo para a alma e um tônico para o coração. Um elogio sincero vale mais do que mil críticas. Um ditado chinês diz que apanhamos mais moscas com uma gota de mel do que com um barril de fel. Temos necessidades emocionais que precisam ser supridas e Deus instituiu a família para que pudéssemos ajudar-nos uns aos outros. A família precisa cultivar um ambiente gostoso de comunhão, de amizade e de afeto, onde as pessoas sejam valorizadas pelo que são e não apenas pelo seu desempenho. Devemos reafirmar nosso amor uns pelos outros dentro do lar, sendo aliviadores de tensões e bálsamos do céu na vida uns dos outros. 

Em quarto lugar, precisamos aprender a perdoar com mais compaixão. Não há família perfeita nem relacionamentos perfeitos. Todo relacionamento familiar precisa de renúncia e investimento. Toda família precisa exercer o perdão. Sem perdão não há relacionamentos saudáveis. Todos nós decepcionamos as pessoas e elas nos decepcionam. As pessoas têm a capacidade de nos ferir. Nós sofremos mais por causa de relacionamentos do que por causa de outros problemas. Pessoas roubam mais nossa alegria do que circunstâncias. Por esta razão, precisamos aprender a perdoar assim como Deus em Cristo nos perdoou. O perdão deve ser imediato, completo e incondicional. Pelo perdão somos libertos e curados. Através do perdão temos a oportunidade de recomeçar e reconstruir uma relação quebrada. O perdão nos ajuda a fechar feridas, a tapar brechas e a construir novos sonhos. 

Em quinto lugar, precisamos aprender a cultivar um relacionamento de intimidade com Deus. O casamento deve ser um cordão de três dobras, onde Deus é a parte mais forte e aquele que une as outras duas dobras. O salmista diz que se Deus não edificar a casa em vão trabalham os que a edificam. A maior necessidade da família é da presença de Deus. O casamento e todo o relacionamento familiar precisa estar edificado sobre uma relação pessoal e íntima com Deus. Nada nem ninguém pode substituir a presença de Deus na família. Podemos ter dinheiro, sucesso e muitas conquistas, mas sem Deus, tudo isso é chocho e vazio. É a presença de Deus que dá sentido e sabor ao relacionamento conjugal e familiar. 

Rev. Hernandes Dias Lopes.

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