Queremos uma igreja santa

Santidade é uma das marcas da verdadeira igreja. Todo aquele que é salvo por Cristo Jesus é santo, ou seja, separado do mundo para Deus. Agora, pela redenção, tornamo-nos propriedade exclusiva de Deus, não pertencemos a nós mesmos. Ser separado do mundo e diferente dele para consagrarmo-nos a Deus não se constitui para nós um peso, mas aí está nosso maior deleite. Essa santidade não é a imposição de regras e mais regras, preceitos e mais preceitos, tornando a vida cristã um fardo. Ao contrário, a santificação é uma ação eficaz do Espírito Santo em nós, transformando-nos de glória em glória na imagem de Cristo. Aquilo que para nós era lucro tornou-se pura perda por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo. Andar com Deus é nossa maior alegria e nosso supremo prazer.

A Bíblia diz que sem santificação ninguém verá o Senhor. Diz também que a santificação é a vontade de Deus para nós. Deus é santo e seus filhos, que são co-participantes da natureza divina, devem também ser santos. Não há comunhão com Deus e com o pecado ao mesmo tempo. A vida no pecado nos afastará de Deus ou a comunhão com Deus nos afastará do pecado. Fomos salvos do pecado e não no pecado. Aquele que tem prazer no pecado, ainda não conhece a Deus, porque ele é a fonte da vida e na presença dele há plenitude de alegria. Santidade não é um corolário de regras religiosas impostas como fardo sobre as pessoas. A piedade não é algo exterior. Os fariseus arrotavam uma santidade externa, mas estavam cheios de impureza. Jesus os comparou como sepulcros caiados. Eles eram observadores da lei aos olhos dos homens e transgressores dela aos olhos de Deus. Devemos nos acautelar sobre o perigo de uma vida espiritual bonita aos olhos dos homens e adoecida aos olhos de Deus. A verdadeira santidade procede de um relacionamento íntimo com Deus. Não nos santificamos, somos santificados. Jesus é a nossa santificação (1 Co 1.30).

A santificação não apenas marca nossa comunhão com Deus, mas também é uma condição fundamental para a operação de Deus em nós e através de nós. O grande líder Josué disse ao povo de Israel antes de atravessar o Rio Jordão: “Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós” (Js 3.5). Deus é santo e busca homens santos para a realização da sua obra. Onde prevalece o pecado, o braço de Deus é encolhido. Israel caiu diante da pequena cidade de Aí, porque havia pecado no meio do arraial. Quando o povo de Deus amarga derrotas, não é por causa da força do inimigo, mas por causa do seu próprio pecado. O pecado é maligníssimo aos olhos de Deus. Nosso trabalho será em vão se o realizamos sem vida santa. Deus não se agrada do trabalho sem vida, da realização sem santidade. A força de uma igreja está não na beleza de seu templo, na quantidade de seus membros, ou mesmo na influência que eles exercem na sociedade, mas na excelência da sua vida de santidade. A igreja de Esmirna era pobre aos olhos dos homens, mas rica diante de Deus. A igreja de Laodicéia, porém mesmo sendo rica e abastada diante dos homens, era miserável aos olhos daquele que tudo sonda.

O jovem presbiteriano escocês, Robert Murray McCheyne, que morreu aos vinte e nove anos de idade, e que experimentou uma qualidade superlativa de vida em Cristo, disse que um crente santo é uma poderosa arma nas mãos de Deus. Você tem sido esse tipo de crente? Você está acomodado a um religiosismo frio e sem vitalidade espiritual? Está satisfeito com gotas enquanto Deus tem para você rios de água viva? Oh que nossa alma se desperte para cantarmos com Sarah Poulton Kalley:

Maravilhas soberanas, outros povos têm

Oh concede as mesmas bênçãos sobre nós também!

Santo Espírito, ouve com favor

Em poder e graça insigne

Mostra o teu favor!

Rev. Hernandes Dias Lopes.

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