Semeadura e colheita

A Bíblia compara a contribuição cristã como uma semeadura e o dinheiro como uma semente. Os princípios que regem a semeadura e a colheita aplicam-se também à contribuição cristã. Quem semeia com fartura, com abundância ceifará. A colheita é proporcional à semeadura. Não podemos esperar grande colheita se fizemos uma escassa semeadura. Na verdade, a semente que se multiplica não é que guardamos nem a que comemos, mas a que semeamos. Antes de a semente brotar, ela morre e só então ressuscita e se multiplica. Jesus diz que se o grão de trigo não morrer fica ele só, mas se morrer produz muito fruto.

O dízimo é um ensino bíblico claro. Está presente em toda a Escritura. Vemos sua prática antes da lei, na lei e também no período da graça. A prática do dízimo está presente nos livros da lei, nos livros históricos, poéticos e proféticos. O Novo Testamento, de igual forma, ensina a prática do dízimo.

A grande questão quanto ao dízimo não é de interpretação nem mesmo de compreensão, mas de obediência. O cristão vive pela fé: ele crê e obedece. Ele não faz conta, ele entrega as primícias para Deus, sabendo que ele é fiel para abrir as janelas do céu. A ordem de Deus é: honra ao Senhor com as primícias da toda a sua renda. A promessa de Deus é: e se encherão fartamente os seus celeiros. O mandamento de Deus é: trazei todos os dízimos à Casa do Tesouro e provai-me nisto se eu não vos abrir as janelas do céu e derramar sobre vós bênção sem medida. O ponto central quanto ao dízimo é nossa confiança irrestrita na provisão divina. O mesmo Deus que nos dá vida, saúde e prosperidade, é o mesmo que conhece nossas necessidades e supre cada uma delas.

A obediência não é um caminho penoso, ao contrário, se obedecermos aos mandamentos de Deus, ele promete que comeremos o melhor desta terra. Mais do que uma vida bem-aventura aqui, nós que estamos em Cristo, já somos abençoados com toda sorte de bênção espiritual em Cristo. Nossa Pátria está no céu. Nosso tesouro é espiritual. Nossa recompensa não está aqui. Receberemos um galardão incorruptível. Não precisamos mais nenhuma nova manifestação do amor de Deus para confiarmos nele e em seu cuidado. Ele merece tudo, ele requer o nosso coração. O dízimo é um sinal da nossa obediência. Onde está o nosso tesouro, aí também estará o nosso coração.

A semeadura abundante é mais do que a prática fiel do dízimo. O dízimo é dívida. Retê-lo, subestimá-lo, subtraí-lo ou administrá-lo está em desacordo com o ensino das Escrituras. Deus é dono de tudo: os céus e a terra lhe pertencem. Todo o ouro e toda prata pertencem a ele. Somos de Deus e tudo que administramos é de Deus. Nada trouxemos para este mundo nem nada dele levaremos. Administramos o alheio, administramos o que pertence a Deus. Nossa vida, família e bens pertencem a Deus. Devemos a ele fidelidade nessa administração.

A generosidade na contribuição é como uma abundante semeadura. Quanto mais abrimos as mãos, mais Deus derrama sementes em nossas mãos, para semearmos. Aquele que retém mais do que é justo, isso é pura perda, mas aquele que dá com alegria e generosidade, Deus o faz o prosperar. Não duvide das promessas de Deus. Faça prova dele, pois ele é fiel para cumprir cada uma de suas promessas. Sua colheita será proporcional à sua semeadura. Nós estabelecemos a medida com a qual queremos ser medidos.

Rev. Hernandes Dias Lopes.

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