Como o homem pecador pode reconciliar-se com o Deus santo?

INTRODUÇÃO

1. O pecado foi o maior desastre que aconteceu na nossa história. O pecado divide, desintegra, separa. A queda foi muito mais profunda do que jamais poderíamos imaginar:

a) Provocou um abismo espiritual – separou o homem de Deus;
b) Provocou um abismo social – separou o homem do próximo;
c) Provocou um abismo psicológico – separou o homem de si mesmo;
d) Provocou um abismo ecológico – separou o homem da natureza: depredador ou adorador.

2. O mundo está profundamente marcado pelas tensões do pecado. O homem é um ser em guerra com Deus, consigo, com os outros e com o seu ambiente.

a) Israelenses e Palestinos
b) Islâmicos radicais e Americanos
c) Guerras tribais, fratricidas, religiosas.

3. Nesse mundo empapuçado de ódio, ferido pelo pecado, onde famílias estão em pé de guerra, onde os corações estão sem paz, onde os homens estão longe de Deus, a reconciliação é mensagem mais importante, urgente e necessária.

I.A NECESSIDADE DA RECONCILIAÇÃO – V. 19

1. Você precisa se reconciliar com Deus porque o pecado o afasta de Deus

• Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus. Todos nos desviamos. Todos teremos que comparecer diante de Deus para sermos julgados.

a) Seremos julgados pelas nossas palavras
b) Seremos julgados pelas nossas obras
c) Seremos julgados pela nossa omissão
d) Seremos julgados pelos nossos pensamentos

2. Você precisa se reconciliar com Deus porque todo o impulso do seu coração é contra Deus

• Por natureza somos filhos da ira. A inclinação da nossa carne é inimizade contra Deus. Aquele que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus. Sem Deus estamos cegos, perdidos, cativos, mortos. O nosso pecado é pior do que a pobreza, a doença e a morte. Esses males não podem nos afastar de Deus, mas o pecado nos afasta de Deus agora e na eternidade.

• Ou somos reconciliados com Deus ou pereceremos eternamente. Voltamos-nos para Deus ou não há esperança para a nossa vida. Aqueles que nunca sentiram necessidade de Deus nesta vida, senti-lo-ão no primeiro minuto que estiverem no inferno.

II. O AUTOR DA RECONCILIAÇÃO – v. 18

1. Toda a nossa salvação é iniciativa e obra de Deus

• “Tudo provém de Deus” (v. 18). É a parte ofendida que toma a iniciativa da reconciliação. O evangelho não é o homem buscando a Deus, mas Deus buscando o homem. Foi o homem quem caiu, desobedeceu, se afastou e rebelou-se. Mas é Deus quem busca. É Deus quem corre para abraçar. “Com amor eterno eu te amei e com benignidade eu te atrai” (Jr 31:3).

• A Bíblia não fala de Deus tendo necessidade de reconciliar-se com o homem. É o homem que precisa se reconciliar com Deus. Nós mudamos, Deus nunca mudou. Seu amor por nós é eterno, incessante.

• Deus poderia ter nos tratado como tratou os anjos rebeldes, conservados em prisões eternas, mantendo-os em estado de perdição. Mas Deus providenciou para nós um caminho de volta para ele.

2. A cruz de Cristo é o resultado e não a causa do amor de Deus

• É o Deus ofendido que toma a iniciativa da reconciliação. Jesus não veio para abrandar o coração de Deus, mas revelar o seu coração amoroso.

• Não foi a cruz de Cristo que gerou o amor no coração de Deus, mas foi o amor de Deus que gerou a cruz de Cristo. A cruz não é causa, mas consequência do amor de Deus. A cruz estava escrustrada no coração de Deus (Ap 13:8).

a) João 3:16
b) Romanos 5:8
c) Romanos 8:32
d) 1 João 4:10

3. A cruz de Cristo foi o preço que Deus pagou para nos reconciliar consigo

• Deus nos amou e deu-nos o seu Filho. Deus nos amou e Cristo se encarnou. Deus nos amou e Cristo sofreu em nosso lugar. Deus nos amou e Cristo morreu por nós. A cruz é o maior arauto do amor de Deus por nós. A cruz é a prova de que Deus está de braços abertos para nos receber de volta ao Lar Paterno. Ilustração: O jovem rebelde que desejou voltar para a casa do Pai e pediu um sinal, um lenço branco sobre a laranjeira.

III. O AGENTE DA RECONCILIAÇÃO – V. 18,19

1. Jesus Cristo é a ponte que nos liga a Deus

• Jesus é o único caminho que nos liga a Deus. Ele é a única porta de entrada no céu. Ele é o único mediador entre Deus e os homens. Ele é a escada mística de Jacó liga o céu à terra.

• Isso implica que nada nem ninguém mais pode nos reconciliar com Deus: nem religião, nem Maria, nem os santos, nem nossas obras.

2. Jesus Cristo nos reconcilia com Deus através da sua morte

• Quando Deus foi criar o universo, ele falou e tudo se fez. Quando Deus foi criar o homem, ele pegou no barro e o fez à sua imagem e semelhança, soprando em suas narinas o fôlego da vida. Quando Deus foi reconciliar o homem consigo, Deus na pessoa do seu Filho esvaziou-se, assumiu a forma humana, sofreu, chorou, foi cuspido e morreu na cruz.

• O preço da reconciliação foi muito alto. Jesus clamou: “Pai, se possível passa de mim esse cálice”. Não havia outro meio de sermos reconciliados com Deus.

• “Cristo fez a reconcilação pelo sangue da sua cruz”. Ilustração: A mãe que uniu a mão do pai e do filho sobre o seu peito e morreu.

IV. A BASE DA RECONCILIAÇÃO – V. 19

1. Deus não colocou os nossos pecados em nossa conta – v. 19

• Como o Deus justo pode ser reconciliado com o homem pecador? – Como, se o nosso pecado faz separação entre nós e Deus? Como, se Deus é luz e o nosso pecado é treva? Como, se Deus é benigno e nosso pecado maligníssimo? Como, se o pecado provoca a sua santa ira?

• Deus não pode fazer vistas grossas ao pecado – A justiça violada precisa ser satisfeita. A alma que pecar, essa morrerá. Deus não inocentará o culpado.

• Deus não pode ter prazer no pecado – Deus é santo e não pode reagir favoravelmente ao pecado.

• O que Deus fez, então? – “Ele não imputou aos homens as suas transgressões” (v. 19). Essa figura é bancária. Deus não fez o lançamento da nossa dívida em nossa conta. Ele não puniu o nosso pecado em nós. Ilustração: O czar: quem pode pagar tanto?

2. Deus depositou os nossos pecados na conta do seu Filho, Jesus Cristo – v. 21

• Cristo que não conheceu pecado, foi feito pecado por nós. Nossa culpa foi lançada sobre ele. Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moídos pelas nossas iniquidades. O castigo que nos trás a paz estava sobre ele.

• Deus depositou na conta de Cristo todos os nossos pecados. Ele foi feito pecado e maldição por nós. Ele sofreu o castigo da lei que deveríamos sofrer. Ele bebeu o cálice da ira de Deus que deveríamos beber.

• Ele foi carregou no seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro.

• Quando os nossos pecados foram lançados sobre ele, ele deu um grande brado na cruz: TETÉLESTAI – ESTÁ PAGO! Agora estamos quites com a lei. Já nenhuma condenação há sobre aqueles que estão em Cristo Jesus. Deus olha para nós como se nunca tivéssemos pecado. Isso é justificação!

3. Deus depositou em nossa conta a infinita justiça de Seu Filho Jesus Cristo – v. 21

• Deus não só pagou a nossa conta. Ele nos tornou ricos. “Pois conheceis a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, que, sendo rico, se fez pobre, por amor de vós, para que pela sua pobreza vos tornásseis ricos” (2 Co 8:9).

• Deus não só perdoou os nossos pecados, mas depositou a infinita justiça de Cristo em nossa conta. Ilustração: a dívida de um milhão de reais.

• Agora, Deus olha para você e não vê o seu pecado, mas a infinita justiça do Seu Filho depositada em sua conta. É por isso, que Paulo exclama: Romanos 8:1,31-39!

V.A OFERTA DA RECONCILIAÇÃO – V. 19,20

1. Toda pessoa reconciliada com Deus tem o ministério da reconciliação – v. 18

• Antes era inimigos. Agora, somos instrumentos de reconciliação. Antes estávamos perdidos, agora buscamos os perdidos. Antes estávamos desgarrados, agora buscados os desgarrados.

• Você tem um glorioso ministério nesse mundo ferido e esquizofrenizado pelo diabo: o ministéro da reconciliação.

• Você tem uma sublime missão nesse mundo onde famílias estão quebradas, onde cônjuges estão se separando, onde filhos estão contra os pais: o ministério da reconciliação.

2. Toda pessoa reconciliada com Deus exerce a grandiosa missão de embaixador de Deus – v. 20

a) O embaixador vive em terra estranha
b) O embaixador fala em nome do seu governo
c) O embaixador representa o seu país.

O EMBAIXADOR TEM COMPROMISSOS:

1) O embaixador transmite a mensagem de quem o enviou.
2) Não determina a sua própria missão. Ele vai para onde é enviado.
3) Não se naturaliza, é sempre um estrangeiro
4) Tem compromisso com os interesses soberanos do seu país.

3. O clamor dos embaixadores de Deus – v. 20

• “Em nome de Cristo, pois, rogamos que vos reconcilieis com Deus”.

• Algum juiz já implorou a um criminoso culpado para aceitar o seu perdão?

• Algum credor já instou com um devedor arruinado para receber o perdão completo da sua dívida?

• Ah! O Deus Todo-poderoso apela a você. Ele clama ao seu coração. Ele exorta a você com ternura! Não deixe de ouvir a sua voz. Como escaparemos se negligenciarmos tão grande salvação?

• Deus está esperando por você. A festa já foi preparada. Tudo está pronto. Volte para casa!

CONCLUSÃO

1. Este texto nos alerta sobre dois perigos:

a) Cuidado para você não receber a graça de Deus em vão – 6:1

• Depois de tudo o que Deus já fez por você, da morte do seu Filho, do seu clamor para que você se reconcilie com ele, se você desprezar essa oferta de amor, você está recebendo a graça de Deus em vão. Isso seria consumada ingratidão e rebeldia.

b) Cuidado para você não adiar essa decisão. Hoje é o dia oportuno para você se reconciliar com Deus – 6:2

• Hoje Deus está falando com você. Amanhã Deus pode estar silencioso. Hoje o Espírito está apelando a você. Amanhã o Espírito Santo pode não mais apelar a você. Hoje as portas da graça estão abertas, amanhã podem estar fechadas. Hoje, ainda é tempo oportuno para você se reconciliar com Deus, amanhã pode ser tarde demais!

• Ilustração: Os dois ladrões da cruz – um voltou-se para Deus; o outro rejeitou a oferta e pereceu.

Rev. Hernandes Dias Lopes

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