Os sete flagelos da ira de Deus

Referência: Apocalipse 16.1-21

INTRODUÇÃO

1. As sete taças da ira de Deus têm uma grande semelhança com as dez pragas sobre o Egito, bem como uma profunda conexão com as sete trombetas.
2. Enquanto as trombetas eram alertas de Deus ao mundo ímpio, as taças falam da cólera consumada de Deus. É um princípio constantemente repetido e enfatizado nas Escrituras, que Deus sempre adverte antes de finalmente punir (dilúvio, Sodoma, Egito, Jerusalém, juízo final).
3. Enquanto as trombetas atingiam primeiramente o ambiente em que o homem vivia, as taças atingem desde o início os homens.
4. Enquanto as trombetas causaram tribulações parciais, objetivando trazer ao arrependimento os impenitentes, as taças mostram que a oportunidade de arrpendimento estava esgotada. As trombetas atingiram apenas um terço da natureza e dos homens, as taças trazem uma destruição completa.
5. Enquanto nos selos e nas trombetas havia um interlúdio antes da sétima trombetas, agora não há mais interlúdio, as taças são derramadas sem interrupção.
6. Os flagelos não devem ser analizados literalmente, mas descrevem o total desamparo dos ímpios no juízo, quando a igreja já está no céu, junto ao trono. A ceifa precede a vindima.
7. A humanidade está divididade entre os selados de Deus e os selados da besta. Entre os seguidores do Cordeiro e os seguidores do dragão. Entre os que estão diante do trono e aqueles que serão atormentados eternamente.
8. Esta quinta seção paralela, assim como todas as outras, compreende também toda a dispensação da igreja, e termina com a cena da igreja na glória e os ímpios sob o juízo divino, na segunda vinda de Cristo.

I. O PRIMEIRO FLAGELO: A TERRA É ATACADA – V. 1-2

• Esse primeiro flagelo não é mais advertência, mas punição. Todos aqueles que não têm selo de Deus, são selados pela besta. Não há meio termo. Quem não é por Cristo, é contra ela. Não há neutralidade em relação a Deus. No tempo do fim a religião não será mais algo nominal: todo mundo terá de declarar lealdade ou a Cristo ou ao Anticristo.
• Os adoradores da besta recusaram ouvir as advertências, agora, eles estão sofrendo inevitavelmente as consequências. São atormentados.
• Com respeito aos crentes em Cristo, as aflições da carne não são taças da ira de Deus (Rm 8:28). Essas aflições só atingem os adoradores da besta.

II. O SEGUNDO FLAGELO: O MAR É ATACADO – V. 3

• Se no primeiro flagelo, temos o tormento dos homens, agora temos a destruição completa. O mar se torna em sangue. A destruição não é apenas parcial, mas total. A destruição não é apenas ambiental, mas a vida acaba-se no mar. Para esse flagelo não há limites, todas as criaturas do mar morrem.
• Este flagelo não fala de um acontecimento literal, mas de um símbolo patético, dramático, que representa o calapso da natureza, no dia do juízo.

III. O TERCEIRO FLAGELO: OS RIOS SÃO ATACADOS – V. 4-7

• As fontes das águas e os rios transformam-se em fontes de sangue. A última aparição do altar foi no quinto selo, quando as almas dos santos clamavam debaixo do altar pela vindicação da justiça divina. A primeira parte da resposta de Deus àquela oração foi enviar, no lugar de punição, uma advertência com as trombetas. Mas agora a sua resposta se completa literalmente com uma vingança. Novamente nesse flagelo não há limites.
• Deus é apresentasdo como o juiz onipotente, justo, eterno, santo e vingador (v. 5-7). O julgamento dos que martirizaram os santos corresponde ao mal que fizeram. Recebem somente o que merecem.
• O julgamento de Deus atingiu um mundo rebelde, para jutiça dos que foram martirizados (6:9), em resposta às orações dos santos perseguidos (9:13).

IV. O QUARTO FLAGELO: O CÉU É ATACADO – V. 8-9

• Os pecadores que não se arrependeram quando o sol escureceu são agora punidos mediante a intensificação do calor do sol. O escurecimento eles podiam perceber e ignorar; quanto ao calor eles nada podem fazer a não ser senti-lo. Nessas circunstâncias a presença de Deus é reconhecida, mas somente para ser blasfemada e não para ser reverenciada.
• Deus adverte que quando suas advertências não são ouvidas, sua punição será sentida. As pessoas atingidas reconheceram tratar-se de uma ação divina; mas seus corações são tão endurecidos que aos invés de caírem de joelhos diante de Deus, eles blasfemam o seu nome e teimosos se recusam a se arrependerem e lhe darem glória.
• Os homens não são santificados por meio do sofriemnto, ao contrário, se fazem ainda mais iníquos e blasfemam contra Deus.

V. O QUINTO FLAGELO: O TORMENTO – V. 10-11

• Deus punirá os homens que não se arrependerem através da terra e do mar, através da água e do fogo, mas ele fará mais do que isso. Quando o quinto flagelo é derramado, todo o sistema humano é lançado em completa desordem.
• O trono da besta é o maior golpe de Satanás. Ele invadiu toda a estrutura da sociedade humana, fazendo uma sociedade sem Deus. O reino da besta está em oposição ao reino de Cristo. É sobre essa imponente estrutura que o quinto flagelo é derramado e daí a confusão.
• Os seguidores da besta sofrerão, mas não calados. Eles blasfemarão. Novamente não há qualquer traço de arrependimento. Eles preferem morder a língua a gritar: nós pecamos! Quanto mais severos os juízos, tanto mais duros os corações.
• Existe somente um único caminho de volta para Deus: “ninguém vem ao Pai senão por mim”. Quem não vem pela graça, nem vem de modo nenhum.

VI. O SEXTO FLAGELO: A DESTRUIÇÃO – V. 12-16

• O v. 12 fala que as águas do rio Eufrates secaram, abrindo o caminho para a invasão do inimigo.
• O v. 13-14 nos informa sobre a tríade do mal: o dragão, a besta e o falso profeta no seu esforço de seduzir e ajuntar os reis da terra contra o Senhor. Quando Satanás e o mundo se armarem na sua luta mais terrível contra a igreja, Cristo aparecerá para livrar o seu povo e triunfar sobre os seus inimigos. Esses espíritos imundos representam idéias, planos, projetos, métodos satânicos introduzidos dentro da esfera do pensamento e ação. Essa batalha das nações contra Cristo e sua igreja é de inspiração satânica.
• O v. 15 nos fala que a derrota final do inimigo será manifestada na volta inesperada e gloriosa de Cristo. A segunda vinda será repentina e inesperada. Isso para os ímpios, visto que os filhos da luz estarão esperando (1 Ts 5:4-6). A igreja precisa estar vigiando, esperando a volta do Senhor (Mt 24:42). Jesus ilustra o caráter imprevisto da sua volta(Mt 24:43-44; 1 Ts 4:2-3).
• O v. 16 nos fala do Armagedom: lugar de muitas batalhas decisivas em Israel. Armagedom é um símbolo, mais do que um lugar. Fala da batalha final, da vitória final, quando Cristo virá em glória e triunfará sobre todos os seus inimigos.
• O sexto flagelo é o último estágio da punição divina. Quando Satanás percebe que a sua derrota é inevitável, ele incita as nações contra Deus. Nessa batalha final Jesus esmaga todos os inimigos debaixo dos seus pés. É o fim. É o Armagedom. Armagedom é quando os homens que rejeitaram a Cristo terem que vê-lo na sua majestade. Eles lamentarão sobre ele.
• O sexto flagelo fala do ARMAGEDOM – A SEGUNDA VINDA DE CRISTO. O sétimo flagelo fala do DIA DO JUÍZO.

VII. O SÉTIMO FLAGELO: O MUNDO NÃO MAIS EXISTE – V. 17-21

• O derramamento do sétimo flagelo remove o tempo e a História e os substitui pela eternidade. Quando aquele dia vier, não são somente as ilhas e as montanhas da terra criada por Deus que desaparecerão. AS cidades, a civilização, que é a conquista do orgulho humano inspirado por Satanás, também entrarão em colapso.
• Com isso, a punião divina estará feita (v. 17). O sexto flagelo trás a destruição total; o sétimo trás a extinção total.

CONCLUSÃO

1. A vitória de Cristo é completa, final e esmagadora. O trono do dragão, o reinado da besta parecem invencíveis. Mas os reinos deste mundo cairão, os inimigos serão vencidos. A igreja triunfará. Cristo virá em glória e a história fechará suas cortinas. O fim terá chegado!

Rev. Hernandes Dias Lopes

6 comentários em “Os sete flagelos da ira de Deus”

  1. A Deus agradecemos com imensa gratidão ao Amor incondicional de Jesus Cristo.
    Jesus estava suspenso entre o céu é a terra,preso no leito vertical de morte,fé ao lado do lenho maldito.
    Não estava ali por FRAQUEZA nem mêdo lou tinha sido vitima de uma conspiração.
    Jesus foi para a cruz como um REI que caminha para a coroação.A cruz não foi o palco da sua derrota mas foi a arena da sua VITORIA.É ela foi extraordinaria.
    Ele não foi para a cruz porque:
    Judas o traiu.
    Nem tampouco porque Pedro o negou.
    Nem sequer porque Pilatos o setenciou.
    E muito menos porque os soldados o cravaram com pinos suas mãos e pernas.
    ELE FOI PARA A CRUZ ,PORQUE DEUS O PAI ,O ENTREGOU,POR PURO AMOR.
    AMOR INCONDICIONAL
    É ele foi para la voluntariamente por mim e por vc.Ele a si mesmo se entregou.
    Quando suspenso neste patíbulo de tortura,deu um alto brado.
    Essa é uma palavra de Vitória ,concluindo a obra de redenção.
    Abriu para nos um novo caminho para Deus.
    Ele desbaratou os principados.
    As potestades.
    Esmagou a cabeça da serpente.
    Rasgou o escrito da vida que era contra nós
    Triunfou sobre o pecado é a morte.
    ESTÁ CONSUMADO.
    JESUS ESTÁ VIVO.

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